Pedro Ramos diz que protocolo com laboratório continental já está em marcha; RAM mantém 2 casos de Covid-19

O secretário regional da Saúde e Protecção Civil, Pedro Ramos, disse hoje na conferência de imprensa semanal do IASAÚDE que o protocolo anunciado pelo presidente do Governo Regional para testagem dos passageiros que desejarem viajar do continente para a Madeira será estabelecido com “um laboratório de investigação público”, localizado em Lisboa mas com a possibilidade de realizar também testes no Porto, “para que todos os cidadãos que queiram viajar para a Madeira de Lisboa e Porto possam ter acesso à realização desse exame”.

Este exame, que será custeado pelas entidades governamentais madeirenses, terá um preço unitário global por volta de 50 euros, revelou o governante com a pasta da Saúde. “É um protocolo que neste momento já está em marcha. Esperamos assiná-lo já para a semana”, declarou Pedro Ramos.

O ideal, sublinhou, seria o teste realizado na origem, mas esse modelo, como é sabido, não é aceite por todos os governos nem por todas as companhias de aviação, pelo que o GR aposta neste tipo de testes à chegada, como forma de desenvolver a economia e o turismo mas sem colocar em risco toda a população pela ausência de qualquer tipo de testes aos recém-chegados.

Quanto à situação epidemiológica na RAM, traçada por Bruna Gouveia, vice-presidente do IASAÚDE, pouca alteração teve, exceptuando o novo caso importado de Covid-19, que já é conhecido e foi noticiado. Desde a última conferência realizada há uma semana, foram registados dois casos suspeitos da doença, dos quais um se verificou ser um novo caso positivo para Covid-19, identificado no rastreio de passageiros chegados à RAM no dia 17. Trata-se de um indivíduo vindo da região de Lisboa e Vale do Tejo, cuja investigação continua em curso, em ligação com as entidades continentais.

São assim, à data, 91 os casos positivos para Covid-19 confirmados na RAM. 89 são já casos recuperados. Durante esta semana, houve um caso recuperado. Há dois casos de infecção activos, que se encontram em confinamento numa unidade hoteleira designada. Um é um residente no concelho de Câmara de Lobos, que já estava contabilizado, e um novo caso importado, um residente no concelho de Santa Cruz. Os doentes permanecem apenas com sintomas ligeiros.

Em acompanhamento pelas autoridades de saúde, estão também 1086 pessoas. 497 destas pessoas estão em vigilância activa. 589 em auto-vigilância.

Já quanto às linhas telefónicas criadas no âmbito do plano de contingência para a Covid-19, a linha de acompanhamento psicológico do IASAÚDE teve 104 atendimentos durante esta semana. O total de atendimentos cifra-se já em 1366. Há 143 pessoas em seguimento, mais 4 do que na semana passada.

Sobre as chamadas para a linha SRS 24, foram 183 as realizadas durante a semana. Os contactos são já no total de 8632, mais 24 chamadas nas últimas 24 horas.

Quanto aos testes de despiste, até à data foram processadas na RAM 20.178 amostras para teste à Covid-19. Durante a última semana, foram 1836 as amostras processadas. O número de pessoas testadas é agora de 18147, mais 1539 pessoas fizeram teste durante esta semana.

Esta semana e na semana que vem estão previstos testes a profissionais de saúde, que estão a realizar-se paulatinamente. Decorrem também testes aos viajantes que chegam aos aeroportos da RAM: foram feitos nos últimos 7 dias 233 testes. Um foi positivo, o caso já noticiado.

Nesta conferência de imprensa Pedro Ramos voltou a insistir em que não podem ser negligenciados os cuidados essenciais como a lavagem das mãos, a etiqueta respiratória, o distanciamento social. A Madeira, avisou, ainda não está livre de Covid. E com a abertura dos aeroportos no dia 1 de Julho, é de prever que o número de casos aumente, apesar dos esforços para os detectar precocemente.

Pedro Ramos disse às pessoas que é necessário olhar para o panorama internacional e ter consciência do que se passa. Há que continuar a levar em conta a necessidade de “todos serem agentes da saúde pública”.

“Isto ainda não terminou”, avisou. Porém, garantiu que a RAM tem capacidade para reiniciar a sua actividade económico-turística, fazendo testes e rastreios e dando resposta aos eventuais casos que surgirem: “Temos capacidade de resposta do sistema de saúde”, assegurou.