Bispo do Funchal na cerimónia do Corpo de Deus: “Como o povo de Israel, estamos, também nós, a sair de um deserto”

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O bispo do Funchal, D. Nuno Brás fez hoje uma analogia entre a travessia do deserto feita pelo povo de Deus e a situação pandémica que hoje se vive por causa da COVID-19.

“Como o povo de Israel, estamos, também nós, a sair de um deserto. Há meses, de um momento para o outro, a nossa cidade ficou deserta; muitas das actividades económicas pararam; as igrejas ficaram vazias; o próximo passou a ser alguém que nos poderia contagiar. Agora procuramos retomar a nossa vida nesta Ilha que o Senhor nos ofereceu”, disse o Prelado Diocesano na homilia da cerimónia do Corpo de Deus.

Na Sé do Funchal, como nos ensinamentos bíblicos, D. Nuno Brás deixou três recomendações: “Deixai que, em nome de Deus, ouse, também eu, fazer-vos três advertências: no tempo da prosperidade, não te esqueças de Deus; percebe que hoje Ele te oferece a salvação; cuida do teu próximo”.

Depois, o Pastor da Igreja Católica Diocesana explicou o que é ser Cristão.

“O cristão não é alguém que vive no passado. O cristão é alguém que vive no presente, sem recusar nenhum dos seus desafios e sem fechar os olhos a qualquer das suas oportunidades — o cristão é alguém que percebe o presente à luz do agir de Deus: o Senhor que salvou no tempo passado, continua hoje a agir, a iluminar e a rasgar, diante de nós, horizontes de vida eterna. O mesmo é dizer: a salvar”, disse.

Recorde-se que a cerimónia deste ano do Corpo de Deus não foi feita no Largo do Colégio, como é habitual, mas apenas na Catedral. Também não houve procissão nem tapetes de flores.