SINDEPOR saúda medidas do Governo Regional mas pede mais Equipamentos de Proteção Individual para quem está “na linha da frente”

O Sindicato Democrático dos Enfermeiros -SINDEPOR MADEIRA divulgou hoje um comunicado com um agradecimento público ao Governo Regional da Madeira, na figura do seu presidente, Miguel Albuquerque e à Secretaria Regional da Saúde, na figura do Secretário, Pedro Ramos, “pelo trabalho que têm desenvolvido no quadro da Covid 19”.
Segundo o SINDEPOR, foram tomadas medidas diferenciadoras do panorama Nacional que irão beneficiar a população madeirense, mas também os profissionais de saúde nomeadamente os Enfermeiros.
“Os resultados começam a estar à vista. Menos doentes Covid19 e menos sobrecarga do sistema regional de saúde e de todos os profissionais de saúde”, revela.
O sindicato diz que estamos num período critico, em que a prioridade deverá ser a defesa dos profissionais de saúde e nesse sentido faz um apelo, a que seja assegurada a adequação dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), na proteção integral dos Enfermeiros, quebrando cadeias de transmissão.
“Sabemos da angústia de muitos profissionais, em contato com doentes covid 19, em retornar a casa, daí que o alojamento temporário destes profissionais em instalações para o efeito, deverá ser uma prioridade. Saudamos todas as iniciativas públicas e privadas nesse sentido e reiteramos a necessidade de alargar o leque de iniciativas”, defende.
“Alertamos também para as situações de isolamento profilático dos Enfermeiros, de forma a garantir que os mesmos não venham a ser penalizados como está a acontecer em algumas instituições do continente Nacional e sejam, sem discriminação, compensados a 100% do seu vencimento. Entendemos, também que os Enfermeiros em situação de doença por Covid 19, tenham compensação por doença, diferenciada, relativamente a outros profissionais, sejam ressarcidos a 100% do seu vencimento e não nos valores preconizados a nível Nacional”.
“Entendemos que todos os Enfermeiros e profissionais de Saúde em contato com doentes covid 19, devem ser testados e colocados em quarentena. Sabemos dos constrangimentos que esta situação poderá causar nos serviços, mas não poderemos aceitar outra que não seja esta solução na defesa dos nossos enfermeiros e consequentemente de outros profissionais de saúde, utentes e população. Alertamos para a situação dos colegas, que em situação de duplo emprego, neste momento estão impedidos de exercer as suas atividades, em algumas instituições de saúde. Reiteramos a necessidade de serem tidos em conta alguns critérios, na seleção de Enfermeiros, que sejam encaminhados para os doentes com covid 19, nos casos de mobilidade de enfermeiros”.
O SINDEPOR alerta também para a necessidade de acautelar os Enfermeiros do Serviço de Medicina Intensiva pois sabe-se que serão estes que estarão numa possível frente, num futuro próximo. “Não podemos nem devemos sobrecarregar os mesmos nesta fase quando sabemos que o número de profissionais é limitado”, revela.
Relativamente aos enfermeiros afetos às instituições de terceira idade, que lidam com o maior grupo de risco que são os idosos, o sindicato pede uma grande atenção aos planos de contingência desses serviços, assegurando uma prestação segura dos profissionais e consequentemente dos restantes profissionais e dos utentes.
“Não podemos deixar de referir outras reivindicações pendentes nomeadamente o DLR para a regularização de situações pendentes (Graduados, Formadores e Especialistas com progressões anteriores a 2009), subsídio de risco (mais do que justificado neste momento) e outras. Estivemos durante este período COVID19 em contato permanente com as entidades competentes no sentido de se encontrarem soluções para os problemas apresentados. Esta é uma guerra em que estamos na linha da frente e em que somos a única frente. Os Enfermeiros estão nesta linha e irão assumir as suas responsabilidades”, remata.