Autoridades regionais de Saúde reafirmam que os números locais de infectados é que reflectem a realidade; mais cinco de ontem para hoje

A Direcção-Geral de Saúde está a atribuir à Madeira um número de infectados com o coronavírus que, embora estejam em outras zonas do país, têm residência fiscal na Região. É assim que os responsáveis regionais pela Saúde explicam a constante discrepância entre os números contabilizados pela RAM e pela DGS. A Madeira, afirmou hoje o secretário regional da Saúde e Protecção Civil, Pedro Ramos, tem apenas 39 casos, e não os 43 que foram noticiados pela DGS. A Madeira tem, portanto, hoje mais cinco casos do que ontem, havendo quatro doentes que aguardam resultados laboratoriais.

Contabilizando já os 155 casos suspeitos que foram, entretanto, negativos, foram já analisados na RAM 198 casos suspeitos.

Actualmente, em toda a Região, há uma única pessoa necessitada de internamento hospitalar. Segundo explicou Bruna Gouveia, vice-presidente do IASAÚDE, respondendo a uma pergunta do FN, essa pessoa está na unidade dedicada ao Covid-19 no Hospital Dr. Nélio Mendonça, desde a altura do diagnóstico, e “está numa situação que exige cuidados diferenciados, em internamento hospitalar”, embora não intensivos. A situação clínica do doente em questão “tem evoluído de maneira positiva, durante esta semana”.

“A situação é realmente estável e melhor”, afirmou, não respondendo, no entanto, à questão do jornalista sobre faixa etária, sexo ou nacionalidade do doente. Desconhece-se pois se se trata da mesma doente que prestou declarações à RTP-Madeira e que, inclusive, se queixou da forma como foi informada de que tinha Covid-19.

Bruna Gouveia disse que os casos que são reportados na conferência do IASAÚDE reportam-se a toda a Região, com doentes que são avaliados e tratados no Serviço Regional de Saúde. Os dados reportados a nível nacional “podem incluir pessoas que, efectivamente, não se encontram na RAM”, declarou também Bruna Gouveia, corroborando as declarações do secretário regional e sublinhando que os dados regionais reflectem, efectivamente, os doentes avaliados e tratados no SESARAM.

Referindo-se aos cinco novos casos supracitados que surgiram de ontem para hoje, Bruna Gouveia disse que dois deles são de pessoas do género masculino, três do género feminino. Há uma pessoa na faixa etária dos 20-29 anos, duas na faixa dos 30, outra na faixa etária dos 50 e uma na faixa etária dos 70-79 anos.

“Todos os casos de hoje são casos com residência na RAM”, acrescentou. As pessoas em questão são oriundas dos concelhos de Santa Cruz, Funchal, Calheta, Ponta do Sol e Porto Santo. Destes casos, apenas um tem ligação epidemiológica a uma área com transmissão comunitária activa fora da Região, designadamente a Austrália. Trata-se, pois de um caso importado. Já os restantes são casos de transmissão na nossa comunidade, na Madeira. Dois deles estão associados a uma situação já identificada de transmissão no concelho da Ponta do Sol, um associado novamente ao contacto com turistas provenientes do Reino Unido que estiveram na RAM, e que eram sintomáticos e positivos, e há um novo caso de uma doente residente na RAM, particularmente no Porto Santo, que teve contacto com pessoas provenientes do Reino Unido ou Dinamarca.

As autoridades das pessoas estão a acompanhar 776 pessoas em vigilância activa, sendo que destes, 8 são profissionais de saúde. Há, entretanto, profissionais de saúde que já terminaram o seu isolamento e retornaram à actividade. Nestes números estão inseridos 210 passageiros que se encontram em quarentena obrigatória após o seu regresso à Região: 25 no Hotel Praia Dourada, 98 na Quinta do Lorde e 87 no Vila Galé.

Em vigilância passiva estão 1462 pessoas, a ser acompanhadas pelas autoridades de Saúde. A linha SRS 24 até às 15 h de hoje, tinha recebido 226 chamadas, sendo o valor cumulativo de chamadas realizadas já de 1522.