Mais Porto Santo diz que “política baixa e demagógica” faz a Câmara

O movimento mais Porto Santo não gostou de ter sido acusado de assumir aproveitamento político ao apresentar medidas para minimizar os efeitos da COVID-19 na ilha dourada, “Segundo o comunicado que virou notícia, o gabinete de Apoio à Presidência da Câmara Municipal diz que este é “o tempo de acção e de trabalho” e não é altura de “combate político ou política baixa, barata e demagógica”. Ora, “política baixa, barata e demogógica” pratica a autarquia quando vem pedir à oposição “estudos económico-financeiros e de impacto” do COVD-19 quando sabe que não é esse o papel da oposição mas antes, como faz o Mais Porto Santo, apresentar propostas perante a inércia da autarquia.”, reage José António Castro.

O líder do movimento diz que  “mesmo as medidas que toma em tempo de crise limitam-se a plagiar medidas adoptadas por outros Municípios, algumas delas de duvidosa eficácia, como a desinfecção das ruas por onde não passa, actualmente, vivalma. “Tempo de acção e de trabalhão” é justamente o que propõe o Mais Porto santo que, numa atitude proactiva, tem, sugerido ideias a adoptar pelo Município para mitigar os efeitos da crise provocada pelo Coronavírus junto das famílias e das empresas do Porto Santo”.

Castro reitera que “as medidas sugeridas à Câmara através de propostas de recomendação que lhe foram tempestivamente enviadas pelo Mais Porto Santo têm “cobertura e fundamento legal”, ao contrário do que diz o Município. Haja é vontade política para as aplicar, saindo da zona de conforto de marasmo em que actualmente se encontra a autarquia.

E não estar à espera de medidas vindas de fora, dos vários apoios que estão e vão ser disponibilizados, quer pelo Governo da República e pelos diversos órgãos do Governo Regional da Madeira. O Município que faça a sua parte de deixe de cumprimentar com chapéu alheio”.

Sobre a ligação aérea Funchal/Porto Santo, entretanto suspensa pela Binter, refere a nota daquelo movimento que “diz o Município que é contraproducente o Mais Porto Santo reclamar a sua reposição na actual conjuntura. Será? Então o Sr. Primeiro-Ministro está errado quando ordenou à TAP que substituísse a SATA na ligação à ilha açoriana da Terceira!”

Relativamente à acusação segundo a qual o Movimento Mais Porto Santo tem sido activo “na elaboração de missivas com muitas propostas endereçadas ao presidente da Câmara, que nada acrescentam e só vêm demonstrar a postura do Senhor Vereador, numa clara tentativa de dizer à população que está vivo” apraz-nos dizer o seguinte: “Só se atiram pedras às árvores que dão fruto”.

Em suma, ao contrário do que diz o Município, as propostas do Mais Porto Santo não servem para “baralhar e atrapalhar” o trabalho em prol das pessoas e das empresas locais mas antes para as ajudar. Não se tratam de “esquemas e debates políticos estéreis, que nada beneficiam a população” mas que são feitas em nome dessa mesma população.

O compromisso do Mais Porto Santo é, não só, com os 452 eleitores que, nas Autárquicas de 2017, deram o seu voto ao Movimento, mas com toda a restante população. Ou será que, mesmo depois do “arranjinho” feito recentemente no actual Executivo autárquico, o PSD já está preocupado com as Autárquicas de 2021 sabendo que em 2017 ganhou a Câmara com apenas 32 votos de diferença?”