Castro denuncia que não estão a ser tomadas medidas para proteger o Porto Santo e está preocupado com o cruzeiro de um dia do Lobo Marinho

O movimento Mais Porto Santo emitiu há pouco um comunicado onde denuncia que “não estão a ser tomadas todas as medidas para proteger a ilha do Porto Santo da ameaça do coronavírus”. José António Castro pede “medidas concretas das Autoridades Administrativas, em parceria com as Autoridades de Saúde, para impedir que o vírus entre ou se propague na Ilha Dourada”.

Lembra que, para além das medidas genéricas e dos planos de contingências elaborados por algumas instituições, não estão a ser adoptadas medidas concretas quer ao nível da mobilidade marítima quer ao nível da mobilidade aérea.

No que se refere à mobilidade aérea, o Mais Porto Santo pede que o controlo da entrada de passageiros por via aérea no aeroporto da Madeira –hoje anunciada pelo Governo Regional- seja estendido ao aeroporto do Porto Santo, ali colocando um aparelho medidor de temperatura para rastrear os passageiros que chegam.

A medida é tanto mais premente face à possibilidade de haver divergências de voos de outros aeroportos para a ilha dourada.

Relativamente ao controlo de entradas por via marítima, vedada que está a entrada de cruzeiros e embarcações em marinas (presume-se que a do Porto Santo também esteja contemplada), o Mais Porto Santo está mais preocupado com os movimentos pendulares do “Lobo Marinho”.

O Movimento liderado por José António Castro lembra que a Porto Santo Line tem em vigor o produto turístico denominado “Cruzeiro de 1 dia” ao abrigo do qual muitos turistas e madeirenses se deslocam ao Porto Santo.

Como, para além das medidas gerais implementadas para combater o coronavírus, não estão previstos controlos sanitários na mobilidade interna, o Mais Porto Santo pede que sejam adoptadas as mesmas medidas à saída do Lobo Marinho do Porto do Funchal.

No fundo, o que se pede não é nada de extraordinário, apenas o controlo através da medição da temperatura dos passageiros e das tripulações, a par do inquérito preenchido pelo passageiro.

Por outro lado, apesar da reunião preparatória que as Autoridades de Saúde promoveram no Porto Santo a 31 de janeiro para dar a conhecer a estratégia regional operacionalizada para o Coronavírus, daí para cá, tem havido pouca informação específica sobre a realidade do Porto Santo.

O que se sabe é que já foram cancelados voos charter provenientes, por exemplo de Itália, prejudicando a economia local”.


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