João Santos foi eleito presidente do CNF para o quadriénio 2026-2030

O Clube Naval do Funchal (CNF) já tem definida a sua liderança para os próximos quatro anos. A lista única candidata aos órgãos sociais do clube, encabeçada por João Santos, foi formalmente eleita este sábado, 23 de Maio, após o acto eleitoral que decorreu na sede social da Quinta Calaça, refere esta colectividade.

Sob o lema “Um clube, uma missão, Sócios, Desporto e Mar”, a nova equipa assume os comandos do CNF para o quadriénio 2026-2030, sucedendo ao ciclo anterior com “uma forte promessa de transparência, sustentabilidade e valorização dos associados”.

A acompanhar João Santos nesta nova etapa estão Pedro Melvill de Araújo, como presidente da Mesa da Assembleia Geral, e Carlos Lisboa Nunes, na liderança do Conselho Fiscal.

O acto eleitoral, que decorreu entre as 10h15 e as 18h30, pautou-se pela normalidade e por um ritmo constante de votação ao longo de todo o dia. O agora presidente eleito, João Santos, exerceu o seu direito de voto por volta das 12h00, refere uma nota do clube.

De acordo com os dados oficiais do escrutínio, a lista de João Santos obteve 317 votos a favor.

Cumprido o acto eleitoral regulamentar, a tomada de posse dos novos órgãos sociais ocorrerá já na segunda-feira pelas 18h00.

Entretanto, o FN sabe que a mensagem com que António Fontes, presidente cessante, se despediu, não agradou a certos sócios, pelo auto-elogio verificado no conteúdo da mesma.

De facto, ali António Fontes refere, de forma contraditória: “Excluindo-me deste observar (fica sempre para outros), o maior elogio que se pode fazer a todos os titulares dos órgãos sociais cessantes é ser tarefa hercúlea identificar uma área em que qualquer medida nova eleve a qualidade de excelência do actual Clube Naval do Funchal”. Ou seja, apresentando-se com uma suposta humildade, Fontes vem dizer que afinal nada se pode fazer que venha colocar o CNF melhor do que é hoje.

“A fotografia financeira, económica, social, humana, patrimonial, desportiva, náutica, estética, digital e tecnológica do CNF de 2026 – com os associados sempre em plano de destaque nela! – nada tem a ver com a “fotografia” do CNF de 2018, com esta certeza: o CNF de 2026, jovem, arrojado, robusto, competitivo e transparente, já dialoga e trata por tu o CNF de 2030, com asco a retrocessos”, disse ainda António Fontes, deixando ainda críticas a “mentes medievais” e minimizando o “burburinho das redes sociais”.

Mas a herança de Fontes é tudo menos consensual. A gentrificação da marina do Funchal não agrada a muitos proprietários de iates, que vislumbram o convívio tradicional nos bares da zona passar para restaurantes de luxo e para um mínimo de uma “bica” a três euros, fruto da aposta do Governo Regional, da APRAM e da concessionária Marina Baía do Funchal, que subalugou os espaços comerciais à Marina Blu Lda – tudo com a participação do Clube Naval do Funchal no processo.

A descontracção própria das actividades náuticas e do convívio entre iatistas, a chamada “malta da vela”, é hoje um sonho distante e perdido, perante aquilo que o Governo Regional e a APRAM consideram a “valorização” do espaço da marina renovada. Mas do oito passou-se para o oitenta, ou seja, de uma marina degradada passou-se para uma marina de “luxo”, onde os preços de antigamente não têm lugar, um local de convívio para “ricos”.

E dentro do próprio CNF, a aposta de Fontes em determinados serviços de café e, mais recentemente, um polémico ginásio não vieram agradar a muitos, que o veem partir sem saudades.

Ver-se-á agora o rumo que tomará esta nova direcção.

Entretanto, esquecidas e inconsequentes ficaram as antigas queixas de António Fontes ao MP, quanto à persistência de poluição nas águas do Naval…


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