A presidente do PS-M criticou ontem a incapacidade do Governo Regional em cumprir com os compromissos assumidos com os madeirenses, apontando como exemplo mais recente o projecto do novo Hospital.
À margem da reunião da Comissão Política do Partido, Célia Pessegueiro pronunciou-se sobre o facto de o concurso para a terceira fase da unidade hospitalar ter ficado deserta, desafiando o Governo a vir a público dizer quais foram as dificuldades que as empresas tiveram e que apontaram em sede própria.
A socialista referiu que em causa está uma obra extremamente importante para a Madeira, que vai ser alvo de novo adiamento. Como lembrou, a inauguração da infraestrutura já foi prometida para 2024 e, recentemente, era para 2029. Com este novo atraso, “para quando é que vamos ter hospital?”, questionou.
Outras evidências da incapacidade governativa foram os projectos perdidos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com Célia Pessegueiro a apontar como exemplo a perda de mais de 50% das camas em lares que haviam sido inicialmente anunciadas.
“Anuncia-se um plano que tem uma estratégia definida para implementação na Região, definem-se áreas prioritárias e depois falha-se completamente na capacidade de investimento nessas áreas, gastando o dinheiro noutras”, reparou a líder socialista, alertando que, no caso particular da terceira idade, são prejudicados não só os utentes, como também as famílias, que “não têm uma resposta para o que as angustia neste momento”.
Por outro lado, e numa altura em que já foi anunciado o PTRR, Célia Pessegueiro acusa o Governo Regional de incapacidade de negociação e de falta de transparência. Como deu conta, o Executivo anunciou que tinha apresentado 80 medidas para serem contempladas pelo programa, mas apenas tornou públicas duas – o prolongamento da Pontinha e a conclusão da via expresso na costa Norte. “O Governo que diga quais são as outras 78 medidas, qual o seu calendário de execução e respectivo valor”, desafiou. Para Célia Pessegueiro, isto é revelador do que estamos perante “uma mentira”, porque o Governo da República “não se compromete com qualquer valor para a Madeira”.
A socialista salientou o mau relacionamento e a falta de capacidade negocial do Governo madeirense com o nacional, alertando que a Região fica prejudicada em vários investimentos, porque estamos perante um programa que “não tem calendário, verbas nem medidas concretas que se conheçam”.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





