Leigo Manuel de Jesus defende na Jornada Eucarística na Calheta: “Não se assiste à Eucaristia. Não é um espetáculo. Vive-se!”

O leigo Manuel de Jesus defende, com veemência, que a missa deve ser mais levada a sério porque é a grande graça de Deus.

“É urgente que as pessoas compreendam que não se pode assistir à Eucaristia mas que o essencial é vivê-la. O grande desejo de Jesus é que sejamos Eucaristia com Ele. A ninguém é permitido assistir à Eucaristia porque não se trata de um espetáculo. Ou se vive ou não se vive. Infelizmente, muitos cristãos assistem apenas à Eucaristia, atendem os telemóveis, conversam uns com os outros, ou então, saem e depois estão três dias felizes e meses amargurados…”. As palavras pertencem ao leigo Manuel de Jesus, da Comunidade Cenáculo de Jesus e de Maria, na Jornada Eucarística, que teve lugar este sábado e domingo na Igreja da Atouguia, na Calheta.

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Subordinada ao tema “Somos Um”, o pároco da Atouguia, Silvano Gonçalves, promoveu o evento, na Igreja da Atouguia, onde estão depositadas as Relíquias de São João Paulo II, com a participação de muitos cristãos, quer locais quer de outras zonas da Madeira.  O “irmão Manuel”, como é mais conhecido, da Comunidade Cenáculo Coração de Jesus e de Maria, sediada no Alentejo, está de visita à Madeira até ao dia 23 deste mês. Há 13 anos que vem a esta Região e partilha diariamente, na Comunidade Vida Nova, a partir das 16 horas, ensinamentos sobre a importância de olhar para Jesus vivo e deixar-se renovar pelo seu amor. A Comunidade Vida Nova funciona na alçada da Diocese do Funchal, está sediada na freguesia de São Roque, e tem como assistente espiritual o Cónego de São Pedro, Manuel Dias. Diariamente, é frequentada por muitos cristãos sedentos de conhecer Jesus vivo e de se converterem ao amor de Cristo e assim iniciarem uma nova caminhada espiritual na Igreja Católica, menos teórica ou teológica e mais alicerçada na vivência pessoal do amor de Cristo.

“A Eucaristia é a maior graça que temos: Nada se lhe compara.  Mas para que a Eucaristia seja vivida, é preciso que o cristão deixe de lado a carapaça, perceba que precisa de Deus. Aquele que é verdadeiramente superior, Jesus, fez-se homem  e servo de todos”, defendeu Manuel de Jesus. Na Igreja do Atouguia, também conhecida como a Igreja de São João Batista, o pregador citou as palavras deste mesmo santo: “É preciso que eu me diminua para que Ele cresça. Este é o caminho da santidade. O problema é quando as pessoas já se acham santas ou então disputam pelo poleiro ou defendem os seus grupinhos”.

Ao longo deste sábado, enquanto os ensinamentos eram ministrados pelo leigo convidado, o padre Silvano Gonçalves orientou as confissões e as celebrações eucarísticas. Também os jovens que se estão a preparar para o Crisma participaram neste encontro. Uma oportunidade para Manuel de Jesus alertar para os perigos de uma juventude sem Deus e para a necessidade de procurarem ter um encontro pessoal com Jesus, dando como exemplo o seu próprio testemunho de conversão.

Após a Eucaristia, o padre Silvano Gonçalves fez um forte apelo à comunidade para que se mobilize no sentido de dizer “não” à despenalização da eutanásia, defendendo que se nasce naturalmente e se deve morrer naturalmente. Foram entregues panfletos à população com “perguntas e respostas sobre a eutanásia”, publicado pela Conferência Episcopal Portuguesa, e todos foram convidados a darem o seu nome para uma petição no sentido de defender um referendo nacional sobre a eutanásia.

Durante sábado e domingo, a Igreja do Atouguia transformou-se num templo de adoração e louvor a Jesus, com ensinamentos ricos sobre a vida em oração, a importância de saber viver a Eucaristia, os caminhos para a santificação e como ter uma vida com Cristo no topo das prioridades humanas, a partir de uma experiência pessoal de fé.