CMF dá conta do primeiro passo para a dissolução da FrenteMarFunchal; adjudicou reabilitação do Matadouro

O edil funchalense, Miguel Silva Gouveia, anunciou hoje após a Reunião de Câmara semanal a aprovação da cobertura de resultados da empresa Frente MarFunchal, o primeiro passo com vista à já anunciada dissolução da empresa, com os votos favoráveis da Coligação Confiança e a abstenção de PSD e CDS.

“Aquilo que demos hoje foi o primeiro passo no sentido de fazer, durante este ano, uma dissolução tranquila da empresa, dando condições à Frente Mar para saldar todas as suas dívidas, de modo a que, no final do ano, possamos fechar a empresa sem dever nada a ninguém”, declarou.

O presidente da CMF explicou que se segue agora uma análise às diferentes actividades que a empresa tem vindo a desenvolver, nomeadamente nas áreas da gestão dos complexos balneares, gestão de espaços verdes e manutenção do passeio público marítimo e gestão de estacionamentos cobertos e à superfície, além das actividades de educação ambiental, “salvaguardando, acima de tudo, os direitos dos trabalhadores, cujos postos de trabalho serão transpostos para a estrutura da Câmara, como aconteceu no encerramento de outras empresas municipais da Madeira.”

“Ficam igualmente salvaguardados os compromissos que a Frente Mar tem com fornecedores durante este ano, para que a época balnear decorra com toda a normalidade, reforçando-se, por fim, a todos os funchalenses e a todos aqueles que nos visitam que a qualidade dos complexos balneares do Funchal está garantida em 2020, com praias de excelência, acessíveis e com bandeira azul.”

Miguel Silva Gouveia recordou, por fim, que “a Frente Mar foi uma empresa que, desde a sua génese, passou por situações muito delicadas de gestão, algumas que vieram a assumir até contornos judiciais, tal como é público, e aquilo que nós encontrámos em 2013 foi uma empresa sob a qual pendia uma sugestão de encerramento, por parte do Tribunal de Contas. Aquilo que tentámos, desde então, foi dar à Frente Mar autonomia financeira, mas isso não foi possível e, de forma a evitar qualquer degradação futura da qualidade do serviço, a melhor decisão para todos, trabalhadores, fornecedores e utentes, é a dissolução da empresa, com uma cobertura de resultados que salvaguarda a situação de todos.”

A Câmara Municipal do Funchal também adjudicou hoje a empreitada de reabilitação do antigo Matadouro do Funchal, que passará, prometeu, a ser um complexo de criatividade, empreendorismo e inovação social. A recuperação do edifício compreende três grandes áreas: uma incubadora de microempresas de indústrias criativas, um espaço de performance artística e exposições e, finalmente, ateliers e oficinas de restauro e design de equipamentos. Concluído o respectivo concurso público internacional, a obra foi adjudicada por 3,9 milhões de euros + IVA.