Albuquerque garante Governo Regional para quatro anos e anuncia retoma de diálogo com o Governo da República

” “É o primeiro Orçamento de um Governo de coligação sólido, consistente e determinado, que irá cumprir uma legislatura de quatro anos”, disse Albuquerque, hoje, no Parlamento”.

O presidente do Governo Regional apontou hoje três objetivos deste Orçamento Regional para 2020, que está a ser debatido no Parlamento: contas públicas em ordem; Incentivo ao crescimento económico e no emprego; Reforço da coesão social. E garantiu dois caminhos: este governo é para continuar sólido e haverá retoma de diálogo com o Governo da República.

Miguel Albuquerque considerou, ainda, que este “é o primeiro Orçamento de um Governo de coligação sólido, consistente e determinado, que irá cumprir uma legislatura de quatro anos; para grande desgosto do Partido Socialista que ainda sonha com um amanhã que nunca chega”, uma crítica reforçada com uma declaração sublinhando que “este Partido Socialista, é hoje um Partido desorientado, sem projecto alternativo, que ainda lambe as feridas de um Alcácer Quibir por eles inesperado. Sucumbiu três vezes na praia, e hoje ainda vive nas nuvens, à espera de um D. Sebastião triplamente derrotado”.

Albuquerque disse, sempre com o PS na mira, que “passados os tempos da ilusão e da propaganda percebemos o que está à vista de todos: um potencial líder que não tem estofo nem bagagem política para liderar uma Região ou sequer se afirmar como alternativa de governo; uma liderança parlamentar muito mais fraca e muito menos consistente que a anterior que não estuda os assuntos, não apresenta alternativas sólidas, que não tem projecto ou estratégia, e que vive do remoque, do soudbyte ou do lugar comum plantado nas páginas dos jornais; um antigo líder Carlos Pereira, com muito mais estofo e maior sentido de liderança, que aguarda estrategicamente o merecido ajuste de contas, e que começa a angariar apoios para a inevitável noite das facas longas.

Em suma, deste Partido Socialista da Madeira e da actual direcção nada podemos esperar, pois, como diz o Povo: “o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.” E se continuam nesta onda do sebastianismo, ainda levam com o fantasma do “Confeiteiro de Madrigal” um jovem de nome Gabriel de Espinosa, que se fez passar por D. Sebastião. Dizem que era bonito, sabia falar francês e alemão, mas não português – acabou enforcado”.

Neste debate, o presidente do Executivo também confirma que o Governo Regional “abriu uma vez mais um espaço de diálogo com o Governo da República. As questões que temos de resolver com o Governo Nacional exigem vontade de compromisso, abertura e predisposição para encontrar soluções. Mas a posição que assumimos, de diálogo e de abertura, não significa em momento algum abdicar das justas reivindicações da Região Autónoma da Madeira. Podem ter a certeza: não ficaremos calados, caso os mesmos assuntos de sempre, uma e outra vez repetidas ao longo dos últimos 4 anos, continuem sem soluções efectivas, empurrados no tempo, sem respostas concretas que os solucionem.