Deputados do PSD-M focam-se nos problemas dos jovens estudantes, especialmente nas ligações aéreas

Os parlamentares do PSD reuniram-se, hoje, na Assembleia Legislativa da Madeira, com representantes de associações de estudantes de diferentes pontos da Região, para discutir uma série de preocupações que têm sido sentidas pelos jovens do ensino secundário e aspirantes ao ensino superior, com enfoque na questão das ligações aéreas para quem estuda ou quer vir a estudar fora da Região.

“É fundamental que nós tenhamos a consciência de que hoje a mobilidade dos nossos estudantes está altamente afectada pelas políticas que o Governo da República tem assumido”, afirmou Bruno Melim.

O deputado salientou que, “se não fosse o Governo Regional a assumir o programa Estudante Insular, os nossos jovens não poderiam vir a casa a preços, de alguma forma módicos, quando comparados com a necessidade e com a realidade que se pratica”, ressalvando que valores de 400, 500 e 600 euros têm sido protelados pelo Governo da República, pela falta de regulamentação das medidas e dos preços sociais definidos em lei, nos 65 e 86 euros”.  Bruno Melim declarou ainda que esta é uma situação que “tem impacto directo nas famílias”.

O deputado do PSD recordou que, com a entrada em vigor do programa ‘Estudante Insular”, já foram realizados 17 mil processos, que beneficiaram cerca de 3.760 alunos.

Mensalmente, referiu, o Governo Regional ajuda 1.256 jovens a virem à Madeira, o que implica que, diariamente, sejam despachados 42 processos. “Isto tem de facto um impacto social”, garantiu, acrescentando que não nos podemos “esquecer que a mobilidade é uma responsabilidade do Governo da República, em matéria de continuidade territorial, uma continuidade que tem sido esquecida pelas longas governações socialistas que o país tem sofrido”.

Numa época em que os jovens procuram estar junto das suas famílias, Bruno Melim considera importante alertar para a existência desta medida, referindo que o PSD “continua a cumprir e a responder aos anseios da juventude e da população”, mas também a exigir “uma continuidade mais justa e um sentimento de pertença ao país e à nação muito maior do que as governações na República nos têm permitido”.