Rui Barreto remete quaisquer informações sobre o acordo governativo para Albuquerque, mas assegura que o CDS “terá muito relevo” e tem “identidade própria”

Fotos: Rui Marote

Rui Barreto desviou de todas as formas possíveis e imaginárias qualquer resposta concreta aos jornalistas sobre o que caberá ao CDS dentro deste próximo Governo Regional e Assembleia Legislativa da Madeira. Perante as questões da comunicação social, remetia qualquer explicação para Miguel Albuquerque, “no momento próprio”. O FN questionou-o precisamente sobre isso de forma directa: “O senhor diz que o CDS mantém uma identidade própria (…) Nessas negociações com o PSD não foi acordado que o CDS ao menos pudesse dar alguma novidade à comunicação social? Isto será um sintoma de como o CDS se poderá apagar no seio da maioria social-democrata?”

Barreto negou: “O CDS não se vai apagar. O CDS terá muito relevo no Governo”, assegurou. Mas, justificou, o presidente do Conselho de Governo é o líder do maior partido, e o partido mais votado. Teve 39 por cento e o CDS teve 6. Nestas coisas há regras e protocolos, e eu respeito muito isso. Considero que em dois partidos que se vão coligar para governar a Madeira, deve ser o líder do maior partido, o PSD, a dizer e a anunciar. Não devo ser eu a fazê-lo”.

No seu entender, para além “de uma posição relevante no parlamento”, que se escusou a dizer qual seria, e de duas secretarias regionais para o CDS (que também se recusou a dizer quais serão), as novidades saídas do encontro no hotel Porto Mare foram nulas.

O acordo com o PSD foi aprovado por unanimidade. Nada mais. E quanto ao dito acordo, o líder centrista apenas adiantou que “estamos munidos de toda a confiança”, pensando primeiro “na Madeira e nos madeirenses”, e estando “acima de interesses partidários ou pessoais”. Quanto às vozes discordantes, considerou-as normais e saudáveis.

Entretanto, recusou-se a dizer se Teófilo Cunha terá um lugar no Governo, porque “deve ser o líder do maior partido a anunciar os nomes e as pastas”. No entanto, considerou-o “preparado e competente”.

Isto “é uma coisa nova na Madeira, um momento de mudança segura”, asseverou. “Colocar a Madeira acima do CDS e do PSD” é algo que acontecerá, garantiu.

Saúde, fiscalidade, a defesa do mundo rural e dos produtos regionais são áreas que interessam particularmente ao CDS, declarou.