Albuquerque e Barreto assinam acordo de Governo Regional esta terça-feira às 12 horas no Museu da Imprensa

museu imprensa câmara de LobosAmanhã, terça-feira, pelas 12 horas, no Museu da Imprensa, em Câmara de Lobos, será assinado o acordo formal, entre o PSD e o CDS, para a formação do próximo Governo Regional. E com a presença dos líderes dos partidos envolvidos nesta negociação para quatro anos, Miguel Albuquerque pelo PSD e Rui Barreto pelo CDS.

Muita abordagem tem sido feita relativamente à constituição do novo Governo Regional, aquele que assegurará os destinos da Região no período 2019/2023. E muito tem sido falado atendendo ao facto de não haver maioria absoluta e, por isso, ser estritamente necessário encontrar uma plataforma de entendimento entre o partido vencedor, o PSD, e um outro que reunisse o número de votos suficientes para atingir o patamar de 24 deputados no Parlamento, suficientes para essa mesma maioria absoluta.

Hoje, segunda-feira, as estruturas dirigentes dos partidos que negociaram o acordo, os conselhos regionais e as comissões políticas, vão ratificar as respetivas propostas. Como disse Miguel Albuquerque, nomes à parte, o importante é estabelecer normas de relacionamento e de procedimentos entre os dois partidos, só depois os nomes. Mas o líder do PSD-M não desmentiu, em qualquer circunstância, a existência de nomes em cima da mesa e a eventualidade de haver um diferendo no tocante à presidência da Assembleia Legislativa Regional, com José Manuel Rodrigues a surgir como o nome que vai substituir Tranquada Gomes.

Apesar de Albuquerque ter referido que nomes só mesmo numa segunda fase, apesar de haver referências que a liderança da Assembleia não faz parte do acordo, a verdade é que fontes próximas dos dois partidos avançam que José Manuel Rodrigues mostrou-se intransigente quanto ao cargo de liderança do Parlamento, incluindo este processo na globalidade das negociações, ainda que não constando desse acordo de governo. Seria uma forma natural de separar as águas, uma coisa é a negociação do Governo, outra é a parte da Assembleia, que deve ser deixada para decisão dos deputados, até porque uma candidatura passa, forçosamente, pela votação secreta. E aí poderão surgir surpresas.

Relativamente ao governo propriamente dito, têm vindo informações que conduzem à existência de duas secretarias para o CDS, para Rui Barreto e Teófilo Cunha, que deverão abranger as áreas económica, envolvendo os transportes, e Ambiente e Recursos Naturais.