Albuquerque afirma que o PSD-M deu 3-0 aos socialistas nos actos eleitorais deste ano

O líder social-democrata madeirense, Miguel Albuquerque, considerou hoje que o seu partido deu nada mais nada menos do que 3-0 na Região Autónoma da Madeira ao PS. “Ganhámos as eleições europeias, as eleições regionais e as eleições nacionais na nossa Região. Portanto, os objectivos do PSD foram bem concretizados”, declarou esta noite, na sede do PSD-Madeira na Rua dos Netos.

O ambiente era festivo e ouviam-se palmas, enquanto os abraços corriam céleres por salas e corredores, particularmente àqueles que se perfilam como próximos deputados pela RAM à Assembleia da República. Albuquerque prometia, entretanto, que os mesmos defenderiam “inequivocamente e de forma determinada” a Madeira e o Porto Santo no parlamento nacional.

 

O dirigente considerou, por outro lado, que esta foi uma vitória em contra-ciclo face à tendência nacional, destacando o facto de o PSD-M ter obtido a mesma percentagem do que a que obteve nas eleições nacionais em 2015. Cumprimentando adversários políticos e constatando a tendência, na Madeira, para a bipolarização, que mais uma vez se verificou, Albuquerque, triunfante, sentenciou que aquilo que o primeiro-ministro português e líder socialista António Costa tinha dito, que haveria 3 em 1 na Madeira para o PS, referindo-se às posições antecipadas para os três actos eleitorais deste ano saldou-se por “uma derrota monumental em três momentos decisivos”.

“Quer queiram quer não, quem ganhou foi o PSD”, sublinhou. “O nosso PSD ganhou 38 das 54 freguesias da RAM (…) de forma concludente”.

Albuquerque assinalou ainda a tendência para a recuperação em vários locais, caso de Santa Cruz, até agora bastião do JPP, e em algumas freguesias, como São Martinho. Por estes resultados, agradeceu aos candidatos pelo trabalho e determinação, bem como a todos os quadros e simpatizantes do partido, pela mensagem transmitida este ano às populações.

O líder social-democrata na RAM afirmou que “nunca traímos nem nunca trairemos os interesses dos madeirenses e dos porto-santenses”, e assegurou que “não nos vergamos a ninguém” e “nunca baixaremos a voz (…) quando estão em causa interesses fulcrais da nossa Região”. De resto, considerou que “estamos sempre disponíveis para dialogar com qualquer governo nacional”.

“O que não estamos”, concretizou “é para dar continuidade a um diálogo de surdos” nem para ceder a reivindicações legítimas dos cidadãos da RAM “que têm sido relegadas para segundo plano pelo governo central”, caso de assuntos essenciais como a da mobilidade, continuidade territorial e coesão.