Costa promete rever o subsídio de mobilidade ajustando aos que precisam de viajar e não às companhias e às agências


Rentrée PS

António Costa prometeu, no comício da rentrée socialista em Machico, reforçar a Autonomia das Regiões Autónomas, anunciando que no programa do Governo da República ficará escrito o reforço dessa Autonomia na questão do subsídio social de mobilidade “de forma a ajustar às realidades efetivas de quem precisa de viajar e não para as companhias de aviação e agências de viagens”. Também na questão do mar, haverá esse reforço autonómico.

O líder socialista, com Emanuel Câmara de um lado e Paulo Cafôfo do outro, e com uma plateia a aplaudir este anúncio, dirigiu-se aos socialistas que cantavam “Costa amigo a Madeira está contigo” e respondeu com uma adaptação “Madeira, amigo o Costa está convosco”.

Costa garantiu que “um Governo PS continuará a ser tão amigo da Madeira como será do Alentejo, do Porto, de Lisboa, dos Açores, porque com um Governo PS os portugueses são todos iguais. E dirigindo-se a Paulo Cafôfo, candidato socialista a presidente do Governo, disse que “iremos trabalhar para garantir à Madeira uma terceira ligação aérea e criar condições em Lisboa para acostar um ferry, da mesma forma como o fizemos com o Hospital, com os juros da dívida, com o helicóptero de combate a incêndios. E meu caro Paulo, na nossa primeira reunião de trabalho, com o presidente do Governo Regional dos Açores, já temos dois assuntos para tratar, um sobre a Lei de Finanças Regionais e outro relacionado com o quadro de apoios comunitários para ver ultrapassada a injustiça negociada pelo Governo do PSD e do PS”.

o candidato do Partido Socialista-Madeira a presidente do Governo Regional aproveitou para apontar a António Costa algumas «exigências» da população madeirense. Depois de referir que temos de merecer, de forma inequívoca, a solidariedade nacional e que a autonomia é o garante do progresso da Madeira, Paulo Cafôfo adiantou que «temos uma exigência de rever a Lei das Finanças Regionais». «Temos de usar as ferramentas autonómicas da forma que melhor servem os madeirenses e os porto-santenses, conferindo-lhes capacidade financeira e capacidade de agir e decidir sobre a sua vida. É por isso que precisamos de ter autonomia financeira para termos autonomia política. Só teremos esta autonomia se a Lei das Finanças Regionais puder ser alterada», afirmou.