Sara Madalena quer diplomacia sem murros na mesa e responsabilidades assumidas pelo Estado e pela Região

Sara Madalena Hospitais“Autonomia baseada na diplomacia e sem murros na mesa”. É esta, pelo menos, a promessa de Sara Madalena, a cabeça de lista do CDS à Assembleia da República. Prefere ir pelo caminho do diálogo para sentar o Estado à mesa das negociações no âmbito dos direitos das regiões autónomas consagrados na Constituição, “estabelecendo compromissos em matérias que são responsabilidade da República, como a saúde e a educação”.

A candidata refere que “no Orçamento regional a grande fatia, cerca de 70%, vai para o investimento na saúde e educação. Ora, a Lei de Finanças das Regiões Autónomas prevê vários princípios, entre os quais o da solidariedade nacional, que existe para corrigir as desigualdades, garantir a estabilidade orçamental e o princípio da continuidade territorial.”

Sara Madalena diz que os princípios referidos “não são unilaterais”, devem ser “recíprocos” e que nem a Região nem o Estado “devem demitir-se” das suas responsabilidades. “Não queremos continuar com mais picardias entre a República e a autonomia”, advoga a candidata, que é vereadora na Câmara da Ponta do Sol. “Pretendemos um papel conciliador e de diplomacia. E por isso apelamos a que nos próximos orçamentos da Região o peso da educação e da saúde seja suportado pela República, de acordo com os princípios já referidos, isto é, que parte do orçamento para a saúde e educação seja da responsabilidade da República como está legalmente instituído.”

A cabeça de lista do CDS-PP às eleições legislativas para a Assembleia da República de 6 de outubro, escolheu um ponto estratégico para falar destes assuntos à comunicação social, tendo-se posicionado entre o Hospital Dr. Nélio Mendonça e a Escola Dr. Horário Bento de Gouveia. “Nós não estamos a fazer exigências nem a dar murros na mesa”, referiu. “Estamos a solicitar aquilo que está legalmente estatuído e queremos fazê-lo com base no diálogo, na autonomia com diplomacia e na compreensão mútua.”