Os atos de vandalismo que durante a madrugada de sábado, no Porto Santo, provocaram prejuízos no autocarro da campanha do PS-Madeira para as eleições regionais de 22 de setembro, desencadearam uma “guerra aberta” PSD/PS, com reações por parte de responsáveis de diversos partidos, mas sobretudo daqueles que são apontados como os grandes concorrentes à governação. O autocarro foi o rastilho, o resto discutiu-se nas redes sociais. Foi José Prada de um lado e a máquina socialista, em “peso”, do outro.
Paulo Cafôfo reagiu dizendo que “o nosso autocarro de campanha foi vandalizado esta madrugada no Porto Santo. Lamentamos que, em pleno século XXI, ainda se promova este tipo de comportamentos mas deixamos claro: estes atos de vandalismo gratuito só nos dão mais força e motivação para prosseguirmos com o nosso rumo. Com elevação e apresentando as ideias do nosso projeto juntamente com os nossos candidatos para vencermos as eleições no dia 22 de setembro”.
Esta situação motivou uma reação por parte do PSD-Madeira, através do secretário-geral José Prada, que lamentou a ocorrência mas rejeitou insinuações de eventuais responsabilidades atribuídas a qualquer estrutura social democrata. Mas Prada, além do comunicado, escreveu também na sua página da rede social Facebook sublinhando que “é compreensível que algumas pessoas estejam nervosas mas nem tudo pode passar em claro. Quiseram insinuar culpados? Fingiram-se vítimas e procuraram aproveitar politicamente um incidente lamentável? Quiseram manipular a opinião pública contra tudo e todos? Pelo menos assim pareceu. E como se isso não bastasse, agora, na falta de argumentos, optam por ofender”.
O secretário geral do PSD-Madeira diz que “então aqueles que defendem uma região democrática, com liberdade de expressão e onde todos podem dizer o que pensam são os mesmos que chamam de idiotas aos que simplesmente não partilham dos mesmos valores?! Mais um episódio lamentável? Sem duvida. Mas deixai-os falar e perdoai-lhes Senhor, que eles não sabem o que dizem…”.
Entretanto, face ao comunicado social democrata, o secretário geral do PS-Madeira, João Pedro Vieira, também pela via Facebook, criticou o que considerou ser o “modus operandi” bem identificado: o Secretário-Geral do PSD faz uma qualquer insinuação, implicita ou explicitamente; meia dúzia de personagens, uns identificados, outros anónimos, acrescentam-lhe uns pontos; e logo a realidade deles, com direito a conclusão, é colocada a circular em massa. São deputados, assessores, fotógrafos, antigos jornalistas, bloggers e queixosos profissionais à CNE, ao MP, à PJ e à PGR, todos a trabalharem para o mesmo, todos pagos por todos nós para tentarem destruir adversários políticos, seja a que nível for.
João Pedro Vieira considerou, ainda, que “mais uma vez, o secretário-geral do PSD deu o toque de caixa: a destruição de todos os vidros do autocarro de campanha do PS – que, até ontem, segundo os mesmos, tinha-nos custado uma fortuna – é um acto de vitimização e suspeição. Depois, claro, por outros, logo veio a concretização da suspeita: foram eles mesmos, os do PS. Finalmente, a conclusão: não só foram eles, como há mais actos de vandalismo que aconteceram um pouco por toda a ilha do Porto Santo – que mais ninguém viu, nem ouviu falar”.
Sejamos claros, diz o secretário geral socialista: “ABSOLUTAMENTE NINGUÉM DO PS falou no PSD. Não sabemos quem foi, mas sabemos duas coisas: o prejuízo que este acto causou e o vandalismo político que representa, ou quem o fez, quem quer que tenha sido, teria optado por destruir outro qualquer autocarro. Mas não foi só desta vez que o PS não falou no PSD. O PS também não falou quando a queda fatal de uma pedra vitimou uma pessoa na Calheta. O PS também não falou quando um acidente com um autocarro no Caniço vitimou 29 pessoas. O PS não falou porque cumpre aquilo de que fala, mas que nunca cumpre, o Secretário-Geral do PSD: não aproveitamos tragédias ou incidentes como este para atacarmos outros partidos. Sabem quem é que faz o contrário, ou precisam que lhes reavive a memória?”
João Pedro Vieira termina dizendo que “do PSD, lamento, mas não aceitamos lições: nem sobre silêncios, nem sobre vitimizações e suspeições televisionadas, nem tão pouco sobre o profissionalismo da desinformação que praticam desde as suas eleições internas de 2015. Bem pode José Prada pregar aos peixes de amplificador na mão – mas que se dedique a pregar mais aos seus discípulos e menos aos dos outros”.
Já o líder parlamentar socialista, Victor Freitas falou nos “donos” desta terra e a violência como arma de intimidação”, referindo que “há nesta terra quem não aceite, de forma alguma, a vontade livre dos Madeirense. Para essas pessoas, que julgam-se donos da Madeira e do Porto Santo, em momento algum aceitam que outros, que não eles, conduzam os distintos da nossa terra. Para esses a Democracia deve ser exercida votando no partido deles, votar noutra força política não cabe naquelas cabeças. Se fosse para mandarem sempre os mesmos não era necessário haver eleições. A vontade do povo prevalecerá!”.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




