Albuquerque deu um “pé de dança” e alertou Santana que deve decidir entre “a Autonomia e o erro”

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Miguel Albuquerque também “deu baile” nestas 24 horas que Santana organizou de homenagem ao folclore.

Albuquerque 24 horas a bailar AMiguel Albuquerque esteve hoje no encerramento das 24 Horas a Bailar, em Santana, assistiu ao desfile do cortejo etnográfico, deu um “pé de dança”, prometeu ao presidente da Câmara local, Teófilo Cunha do CDS, o apoio total para futuros eventos deste festival e ainda teve tempo para lançar o “piscar o olho” ao povo de Santana: ou escolhem Autonomia ou cometem um erro.

“O meu governo estará sempre na primeira linha da defesa da cultura, do património, da etnografia e na defesa da nossa identidade enquanto povo, E este evento em Santana vai contar com o apoio do Governo”, garantiu o presidente do Governo. Elogios presidenciais para os grupos folclóricos, para a organização, com palavras de apreço dirigidas à Casa do Povo.

Foi no meio desta festa final que o presidente do Governo lembrou ao povo que o ciclo deste governo está a terminar, numa alusão ao facto de estarmos em final de Legislatura e, consequentemente, de mandato, com  as eleições regionais a 22 de setembro. “Tudo aquilo que foram os compromissos do meu Governo com o povo da Madeira estão concretizados. Mas mais importante do que isso, é lembrar o ciclo de 42 anos de Autonomia e desenvolvimento que o povo da Madeira conquistou. E para as gerações mais velhas deste concelho, que conhecem o que era esta terra, as dificuldades que viviam no dia a dia antes da conquista da Autonomia, é importante termos de continuar a defender o direito do povo da Madeira decidir o seu destino coletivo. O que está em causa em próximas eleições é muito importante, ou continuamos a lutar pela defesa da Autonomia e os princípios basilares que construiram a Madeira moderna nos 42 anos ou então cometemos um erro e as gerações futuras é que irão sofrer com isso”.

Albuquerque lembrou a Madeira dos tempos de ilha abandonada, da pobreza, da falta de educação, para contrapor com o que se passa hoje e isso “não foi por acaso”. Diz que o surto de desenvolvimento, em benefício da população, “não pode voltar para trás”.

Para os emigrantes, uma palavra de apoio, com uma referência particular aos regressados da Venezuela, a quem reafirmou todo o apoio. “Vamos dar o apoio sempre que necessitarem. Não somos ingratos e temos orgulho em dizer que independentemente da situação grave que se vive na Venezuela, o Governo da Madeira e os madeirenses nunca voltam as costas aos seus conterrâneos”.