Governo Regional gastou 30 milhões nas ribeiras e continuam a existir mais de uma dezena de ribeiros por canalizar, acusa Miguel Gouveia

Cais da Ribeira B

O vice presidente da Câmara do Funchal, Miguel Gouveia considerou hoje que as Câmaras Municipais deveriam ter assumido uma voz ativa na aplicação das verbas da Lei de Meios, considerando que a gestão do Governo não foi ajustada às necessidades das populações. Apostou nas ribeiras e deixou de lado os ribeiros a montante.

O vice de Paulo Cafôfo falava no âmbito das declarações da reunião da Autarquia, onde foi decidido aprovar uma verba de aproximadamente meio milhão para apoiar a habitação social.

Abordando a taxa de execução do IHRU (Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana), Miguel Gouveia esclareceu que “a Lei de Meios cativou um conjunto de instrumentos financeiros, entre eles o IHRU. As verbas ficaram cativadas e todas aplicadas ao abrigo da Lei de Meios. Quem ficou com essa responsabilidade, infelizmente, foi o Governo Regional, porque os municípios, que têm um conhecimento muito mais próximo dos problemas dos cidadãos, não tiveram uma voz ativa na aplicação dessas verbas. E está à vista de todos, quando se investe cerca de 30 milhões na regularização dos troços finais das ribeiras do Funchal e continuam a existir, a montante, mais de uma dezena de ribeiros por canalizar, com impacto direto na vida dos nossos ciadadãos”.