Associação “Cosmos” manifesta-se contra aquacultura na costa sul da ilha da Madeira

A Cosmos – Associação de Defesa do Ambiente e Qualidade de Vida, veio tornar pública a sua posição sobre a aquacultura na Madeira: é totalmente contra a instalação de infraestruturas de aquacultura em determinadas zonas marítimas da costa sul da ilha da Madeira, “pela simples razão de que essas infraestruturas provocam um grande impacto negativo na paisagem”.

Para esta agremiação, “as nossas belas paisagens marítimas não podem ser descaracterizadas com estas infraestruturas industriais de criação de pescado, que de uma forma negativa causam grande “poluição” paisagística no nosso mar, que convém que seja pristino, natural e cujo horizonte não possa ser “ferido e manchado” com este género de “aviários marítimos”.

Contudo, salvaguarda, “não nos podemos debruçar sobre a questão da poluição marítima nos nossos ecossistemas porque não temos dados científicos nem quaisquer estudos sobre os impactes dessas infraestruturas em mar aberto e sujeitas a correntes marítimas fortes, como é o caso madeirense. No entanto, havendo estudos de impacte ambiental, esta associação até aceita que, em zonas onde existam alcantis elevados, se possa instalar na orla costeira essas “jaulas”, já que não se vê de terra essas instalações de criação de peixe. Como por exemplo, a oeste da vila da Calheta até o início da Fajã do Jardim do Mar,  etc… mas nunca em locais como o Cabo Girão ou outros locais onde a paisagem marítima tem de ser preservada e onde existam instalações turísticas, porque são estas actividades a nossa riqueza e o nosso ganha pão”, defende.

A associação também condena a postura de certas entidades que “utilizam a denominada “Economia Azul” para justificar e branquear certas actividades industriais que nada têm a ver com os princípios de sustentabilidade ambiental e ecológica defendidas por esta economia”.