O Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, marcou presença, esta manhã, na sessão de encerramento do 16º Congresso Nacional de Bioética, que decorreu no Colégio dos Jesuítas no Funchal, um evento organizado pela Associação Portuguesa de Bioética, entre vários parceiros, com o apoio da CMF.O autarca começou por referir que “muita gente ainda continua a estranhar, hoje, a Bioética e o seu significado, e desconhecer a sua face e as suas implicações, e a achar que este é mais um campo reservado a médicos e cientistas, mas é por isso que importa estar aqui presente mais uma vez, para lembrar que a Bioética é muito mais do que cuidados médicos, e do que a ética aplicada simplesmente à evolução científica. A Bioética versa, afinal, temas que são transversais a toda a sociedade, e que estão presentes no nosso dia, como a Saúde, a Educação e a Cidadania, e por isso a Bioética é também um tema político.”
Destacando o facto de o congresso deste ano ter abordado, em especial, o tema da Educação para a Integridade, e o papel da Educação na formação da pessoa humana, o Presidente considerou que “como professor, não tenho dúvidas de que a Educação é fundamental para termos cidadãos bem formados, bem preparados, mais instruídos e sensibilizados e, como Presidente da Câmara, é isso que procurei fazer nos últimos anos, período em que tornamos a Educação numa das maiores bandeiras da Governação no Funchal”, salientando, entre várias medidas, a atribuição, no corrente ano letivo, pela primeira vez na História do Concelho, de bolsas de estudo universitárias aos estudantes funchalenses a frequentarem o Ensino Superior, numa medida que já beneficiou mais de 1400 jovens.
Paulo Cafôfo acrescentou que “a Bioética também é, porventura, e do ponto de vista do poder político, mais uma forma de educar para a Cidadania, e será sempre consequência de uma formação que fomente o pensamento crítico, contribuindo para a formação de pessoas responsáveis e informadas, que conhecem e exercem os seus direitos e deveres em diálogo e no respeito pelos outros”, reforçando que “também no campo da Cidadania, posso-me orgulhar de dizer que a Câmara Municipal do Funchal tem dado passos fundamentais ao longo dos últimos anos, que têm contribuído para reaproximar a Democracia dos cidadãos, envolver as pessoas nos processos de decisão, despertar consciências críticas e motivar à ação informada, para o bem da comunidade”, sendo disso o maior exemplo a criação, em 2014, do primeiro Orçamento Participativo de sempre na Região.
“A discussão de temas como estes não pode, por isso, ser uma discussão distante e inacessível, exclusiva dos intelectuais. Esta é uma discussão de todos nós, políticos e pais, professores, médicos e cientistas, e uma discussão que cabe ao poder público desmistificar e tornar acessível a toda a gente, também na forma como respondemos aos desafios diários da nossa vida em sociedade. Gerir com humanismo, combater a exclusão e as desigualdades e assegurar qualidade de vida: investir nas pessoas é, afinal, investir na Bioética”, concluiu Paulo Cafôfo.
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