
O Centro Internacional de Negócios foi um assunto debatido, há pouco, no âmbito da sessão parlamentar na Assembleia Regional, com a oposição a criticar o Governo de Albuquerque, por “entregar gestão do CINM através do ajuste direto”, e com o social democrata Carlos Rodrigues a desafiar os partidos no sentido de haver um consenso para que a Madeira seja considerada, no todo, região de baixa fiscalidade, acabando assim com toda a discussão à volta do CINM.
Gil Canha, o deputado independente da ALM, considerou hoje que “o Governo Regional da Madeira montou mal o sistema do Centro Internacional de Negócios. É lamentável que seja o Governo da Madeira colocar em causa o CINM. Foram dadas licenças a cão e gato e isso começou a chamar a atenção das autoridades europeias. E o ajuste direto dado por Miguel Albuquerque foi o fim”.
Canha direcionou críticas, também, para o líder das bancada socialista que “vem branquear isto. O PSD tem uma postura institucional e o PS copia a mesma postura. É uma vergonha a postura do Partido Socialista”.
Carlos Costa diz que o JPP é a favor do CINM e acrescenta que sem a receita fiscal não seria sustentável a Autonomia. Rui Barreto, do CDS, afirma que “o PTP enganou-se no sentido do voto, lembrando que este partido sempre teve um comportamento contra o Centro Internacional de Negócios”, apontando a existência de uma campanha da eurodeputada Ana Gomes “para destruir o CINM”.
Roberto Almada disse que “a atribuição da gestão do CINM, por ajuste direto, cheira a favorecimento e mereceu os reparos que conhecemos, por parte da Comissão Europeia. E esta pouca vergonha faz com que sejamos falados na União Europeia e tenhamos processos como aqueles que existem”.
Ricardo Lume defende que toda a Região deveria ser uma Região de baixa fiscalidade e considera que a gestão privada, relativamente ao CINM, “não deveria acontecer”.
Carlos Rodrigues, do PSD, considerou que “o voto do PTP é um exercício de hipocrisia. O PTP nunca defendeu o CINM, o deputado Gil Canha nunca defendeu o CINM. Desafio todos os partidos com assento na Assembleia da República para que haja um consenso relativamente a um regime que permita que a Madeira seja uma Região de baixa fiscalidade”.
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