
Rubina Leal, vereadora do PSD na Câmara Municipal do Funchal, não gostou do escrito que João Pedro Vieira desenvolveu, na sua página pessoal da rede social Facebook, onde acusa o PSD de não se recordar do passado e de estar a utilizar a Assembleia como arma de arremesso contra a Câmara, na questão das alterações que o executivo de Paulo Cafôfo pretende introduzir no Mercado dos Lavradores. Foi pelo mesmo meio que Rubina Leal reagiu dizendo que “o voto de protesto “Contra a descaracterização do Mercado dos Lavradores” apresentado na Assembleia Legislativa pelo deputado independente, Gil Canha, teve os votos favoráveis do PSD, JPP, PCP, PTP e o próprio Gil Canha. Apenas o PS votou contra, e o CDS e o BE abstiveram-se. Atente-se ao título do Voto de Protesto. Atente-se aos partidos que aprovaram este voto. Tudo dito”.
Chama ao debate a gestão social democrata na Autarquia funchalense, liderada por Miguel Albuquerque e da qual fez parte, para referir que o resultado da gestão dos Mercados pelo PSD é o seguinte: a) requalificação do edifício, num valor de quase 400 mil euros, investidos em balneários e vestiários para comerciantes e funcionários, novas instalações sanitárias, impermeabilização do terraço de cobertura, obras nas câmaras de conservação de gelo, remodelação das câmaras de frio e novos espaços comerciais; b) aquisição de equipamentos, nomeadamente de produção de gelo, de limpeza, novos monta cargas, uma compactadora de resíduos e ainda equipamento de frio, num total de 190 mil euros; c) Acrescenta-se a cobertura do Mercado dos Lavradores, a instalação de elevador e a colocação de painéis solares térmicos que totalizaram 290 mil euros”. Acrescenta que “só no Mercado dos Lavrados o PSD investiu cerca de 900 mil euros.”
Rubina Leal utiliza idêntica estrutura de texto apresentada por João Pedro Vieira e alguns termos. Diz, concretamente: “Não, não sabemos o que será feito no Mercado dos Lavradores. Isto porque, os Vereadores eleitos pediram o projecto previsto para o Mercado, através de um requerimento datado de 8 de Novembro de 2018, no entanto, apesar da legislação assim o obrigar, nada foi entregue. Não se sabe, porque o executivo camarário não quer que aqueles que foram legitimamente eleitos para representar os funchalenses, saibam. E sobre a iniciativa de atribuir uma nova e mais digna classificação ao Mercado dos Lavradores, o que é que sabemos? Sabemos que todos os partidos se mostraram favoráveis ao mesmo. Mas estranha-se que o Secretário-Geral de um desses partidos vir agora dizer que a nova classificação do Mercado não serve absolutamente para nada. Ora se não serve para nada, porquê que o partido de que é Secretário-Geral votou favoravelmente?”
A vereadora social democrata faz referência que “há certamente, aspectos que alguns ainda não compreenderam: a Assembleia Legislativa é a legítima representante dos madeirenses e porto-santenses, cabendo-lhe deliberar sobre património que possa ser de âmbito regional. Também não compreenderam que também falamos com os comerciantes, que também ouvimos as suas preocupações, que vemos stands completamente vazios, e que observamos um Mercado a definhar. Talvez compreendessem, se não tivessem escolhido abandonar um projecto concluído para a banca das floristas, em 2013, aprovado pelas mesmas. Isto para, só em 2018, recuperarem o espaço para estas profissionais, um ano depois de terem feito tal promessa em período de campanha eleitoral”, prometendo que “continuaremos a ser pro-activos, responsáveis, construtivos. Não nos calaremos perante a inoperância, a incompetência e leviandade. Teremos sempre um papel fiscalizador. Foi para isso que fomos eleitos”.
E deixa a resposta ao vereador da Confiança: “De facto, o tempo em que vivemos não é estranho. Há um partido que, após 43 anos, continua a fazer obra, e a transmitir à população aquilo que tem feito em prol dos madeirenses e porto-santenses: o PSD. O que pode ser estranho são as mensagens deturpadas e falsas que determinadas agências de comunicação instruem os assalariados de certas empresas municipais para difundir nas redes sociais, através de perfis falsos, tentando igualmente ganhar destaque na comunicação social. Concordo: há esclarecimentos que têm de ser dados!”
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