Não sabemos o que será feito no Mercado dos Lavradores porque o PSD pediu o projeto em novembro e ainda não recebeu, responde Rubina Leal a João Pedro Vieira

Rubina Leal, vereadora do PSD na Câmara Municipal do Funchal, não gostou do escrito que João Pedro Vieira desenvolveu, na sua página pessoal da rede social Facebook, onde acusa o PSD de não se recordar do passado e de estar a utilizar a Assembleia como arma de arremesso contra a Câmara, na questão das alterações que o executivo de Paulo Cafôfo pretende introduzir no Mercado dos Lavradores. Foi pelo mesmo meio que Rubina Leal reagiu dizendo que “o voto de protesto “Contra a descaracterização do Mercado dos Lavradores” apresentado na Assembleia Legislativa pelo deputado independente, Gil Canha, teve os votos favoráveis do PSD, JPP, PCP, PTP e o próprio Gil Canha. Apenas o PS votou contra, e o CDS e o BE abstiveram-se. Atente-se ao título do Voto de Protesto. Atente-se aos partidos que aprovaram este voto. Tudo dito”.

Chama ao debate a gestão social democrata na Autarquia funchalense, liderada por Miguel Albuquerque e da qual fez parte, para referir que o resultado da gestão dos Mercados pelo PSD é o seguinte:  a) requalificação do edifício, num valor de quase 400 mil euros, investidos em balneários e vestiários para comerciantes e funcionários, novas instalações sanitárias, impermeabilização do terraço de cobertura, obras nas câmaras de conservação de gelo, remodelação das câmaras de frio e novos espaços comerciais; b) aquisição de equipamentos, nomeadamente de produção de gelo, de limpeza, novos monta cargas, uma compactadora de resíduos e ainda equipamento de frio, num total de 190 mil euros; c) Acrescenta-se a cobertura do Mercado dos Lavradores, a instalação de elevador e a colocação de painéis solares térmicos que totalizaram 290 mil euros”. Acrescenta que “só no Mercado dos Lavrados o PSD investiu cerca de 900 mil euros.”

Rubina Leal utiliza idêntica estrutura de texto apresentada por João Pedro Vieira e alguns termos. Diz, concretamente: “Não, não sabemos o que será feito no Mercado dos Lavradores. Isto porque, os Vereadores eleitos pediram o projecto previsto para o Mercado, através de um requerimento datado de 8 de Novembro de 2018, no entanto, apesar da legislação assim o obrigar, nada foi entregue. Não se sabe, porque o executivo camarário não quer que aqueles que foram legitimamente eleitos para representar os funchalenses, saibam. E sobre a iniciativa de atribuir uma nova e mais digna classificação ao Mercado dos Lavradores, o que é que sabemos? Sabemos que todos os partidos se mostraram favoráveis ao mesmo. Mas estranha-se que o Secretário-Geral de um desses partidos vir agora dizer que a nova classificação do Mercado não serve absolutamente para nada. Ora se não serve para nada, porquê que o partido de que é Secretário-Geral votou favoravelmente?”

A vereadora social democrata faz referência que “há certamente, aspectos que alguns ainda não compreenderam: a Assembleia Legislativa é a legítima representante dos madeirenses e porto-santenses, cabendo-lhe deliberar sobre património que possa ser de âmbito regional. Também não compreenderam que também falamos com os comerciantes, que também ouvimos as suas preocupações, que vemos stands completamente vazios, e que observamos um Mercado a definhar. Talvez compreendessem, se não tivessem escolhido abandonar um projecto concluído para a banca das floristas, em 2013, aprovado pelas mesmas. Isto para, só em 2018, recuperarem o espaço para estas profissionais, um ano depois de terem feito tal promessa em período de campanha eleitoral”, prometendo que “continuaremos a ser pro-activos, responsáveis, construtivos. Não nos calaremos perante a inoperância, a incompetência e leviandade. Teremos sempre um papel fiscalizador. Foi para isso que fomos eleitos”.

E deixa a resposta ao vereador da Confiança: “De facto, o tempo em que vivemos não é estranho. Há um partido que, após 43 anos, continua a fazer obra, e a transmitir à população aquilo que tem feito em prol dos madeirenses e porto-santenses: o PSD. O que pode ser estranho são as mensagens deturpadas e falsas que determinadas agências de comunicação instruem os assalariados de certas empresas municipais para difundir nas redes sociais, através de perfis falsos, tentando igualmente ganhar destaque na comunicação social. Concordo: há esclarecimentos que têm de ser dados!”

 


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