Nacional contra a política de subvenções do Governo, contra o facto de receber menos e o Marítimo mais e contra a doação de um bem público a um clube privado

Nacional aniversário B
Houve festa, bolo e críticas ao Governo no aniverário do Nacional. Foto site do CDN
Nacional medalhas
Foram entregues medalhas dos 25 anos de filiação aos sócios Henrique Pires, Afonso Ferreira, Maria Alves Gonçalves e José Armando Rosa.
Nacional aniversário C
Condor de Prata para Rui Mendonça, a título póstumo.

O dia 8 de dezembro foi um dia de festa para o C. D. Nacional, com as comemorações do seu 108º aniversário, um dia de grandes acontecimentos, que não foi acompanhado, hoje, por um resultado totalmente positivo no confronto com o Boavista, no Estádio da Madeira, na Choupana, onde a equipa não conseguiu dar a “prenda” de anos ao clube, que correspondiam aos três pontos. Só levou um.

Mas o ponto alto do sábado de festa foi o jantar de gala e as declarações “fortes” dos presidentes da Assembleia Geral e da Direção, Miguel de Sousa e Rui Alves, respetivamente. Com duas notas dominantes, em síntese, o objetivo de construir, na cidade desportiva, uma pista de atletismo “que foi sonegada ao Funchal, um pavilhão gimno-desportivo e ainda um lar de idosos”. Miguel de Sousa, social democrata, criticou a política de subvenções do Governo Regional, do PSD. Isto porque, na sua perspetiva, “a meritocracia não é um critério justo, uma vez que dá mais a quem já está na primeira liga. É como garantir a manutenção a um e deixar o outro no limiar da descida”.

Nacional Guilherme Silva
Condor de ouro para Guilherme Silva.
Nacional aniversário A
Condor de ouro para Rui Sardinha.

Nas declarações publicadas no site do clube, com três centenas de pessoas presentes aop jantar de fervor clubista, Rui Alves já tinha levantado a questão da meritocracia. Foi o primeiro a falar e assumiu-se contra esse modelo, sublinhando que o mesmo faz com que o Nacional “receba dois terços daquilo que recebe o Marítimo quando ambos competem no mesmo escalão”. Está, também, contra a doação “de um bem público a um clube privado”, e também da “utilização de bens públicos para construir escolas, ginásios, lojas ou restaurantes que nada tem a ver com a prática desportiva”.

O presidente do Nacional sublinhou a ideia de que “os bens públicos devem antes servir para a construção de infra-estruturas que possam beneficiar a prática desportiva, e por isso mesmo anunciou a intenção de avançar com um projeto que permita construir na Cidade Desportiva do clube a pista de atletismo que foi sonegada ao Funchal, um pavilhão gimno-desportivo e ainda um lar de idosos.

Já Miguel de Sousa, presidente da Assembleia Geral, mostrou-se contra esta política de subvenções do Governo Regional  e, sobre o estádie, disse que “está longe, mas ninguém nos ofereceu um no centro do Funchal” deixando ainda críticas o horário da marcação de jogos por parte da Liga.

Jorge Carvalho, secretário da Educação, esteve a represnetar o Governo de Albuquerque, deixando a garantia de que “o apoio ao futebol profissional é para se manter, de modo a que as equipas regionais possam continuar a afirmar-se a nível nacional e a ambicionar fazê-lo a nível internacional”.

O governante enalteceu o desempenho em termos de resultado e destacou ainda o facto de o Nacional “ter utilizado em vários jogos um ‘onze’ com 50% de atletas da Madeira, salientando que a valorização dos atletas madeirenses é também importante para o clube e para os atletas da Região”, refere a nota no site do clube.