Estepilha: viagens “oficiais” ou oficialmente “oficiosas”?

mapa africa do sulEstepilha, nem dá tempo a “respirar”. A África do Sul passou a ser, repentinamente, um foco de atenção governamental, com viagens oficiais que não são oficialmente comunicadas. Primeiro, foi o secretário regional da Saúde, na “relevante” e “abrangente” Academia do Bacalhau, além de visitas a hospitais,  agora é o vice presidente, com empresários à mistura, encontros, selfies e crónicas, tudo só divulgado por um ou outro jornal, mas o objetivo é captar investimento para a Região, e muito bem, logo, julga o Estepilha que nestas coisas não se “mexe” muito bem, deve ser de interesse Regional, acima de eventuais “acordos” político-jornalísticos.
Mas pronto, é o que é e o Estepilha leva isto com ironia, mas anda de “olho no preço”, como antigamente publicitava uma rede regional de supermercados. Soube-se destas viagens, publicamente, ou por um jornal ou por outro, tipo uma a mim, outra a ti, que nem os gabinetes de comunicação tiveram tempo de reagir tal a rapidez das publicações. Quando se diz reagir, diz-se pelo menos com uma notinha do género “vice presidente visita África do Sul de tanto a tanto e com objetivo X”. Se fosse oficial, como parece que é. Só se não é o caso… Depois, os pormenores, notícias em primeira mão e declarações poderiam cair onde quisessem. Seria como Marcelo ir a Cabo Verde e a comunicação oficial, porque deverá existir, se for oficial, passar apenas por um jornal nacional. Estão mesmo a ver a diferença? Se for mesmo preciso o Estepilha, na próxima, faz um desenho.
Não é por nada, é que se isto continua, daqui a uns dias pode haver confusão quando se fala de comunicações oficiais e meios oficiais. Daqui a uns dias é como quem diz, já se começa a ver isso. Vá lá que, pelo menos vem o anúncio das reuniões de Governo e de Câmara do Funchal (também já entrou bem no “filme”). Anúncio, é como quem diz, uma vez que parte das deliberações já vem nos jornais dessa manhã.
O Estepilha faz votos para que estas deslocações resultem em investimento, uma vez que está em causa o interesse Regional. E também respeita opções, livres, compreende ainda alguma estratégia de “tecnologia de ponta”. E como é de “ponta”, nota-se que está bem “afiada”.