Sílvio Mendes
No domingo 11 de novembro celebra-se o Dia do Armistício,assinalando o fim da primeira Grande Guerra Mundial.
Nesse dia na freguesia de São Martinho pelas 15 horas decorrerá a cerimónia da bênção da primeira pedra do monumento a São Martinho, que é orientado por uma comissão de voluntários, coadjuvada por grupos de pessoas representando as freguesias da Madeira, pois pretende-se que esta homenagem a São Martinho não seja apenas fruto de uma empresa ou apenas de uma pessoa muito rica, mas seja uma participação de todos os madeirenses, quer sejam pobre ou ricos, como gratidão dos madeirenses pelos benefícios alcançados ao longo dos 600 anos da Ilha da Madeira.
Como refere o Coronel Capelão, Padre António Simões, «há uma coincidência interessante em São Martinho ter sido militar e ser o padroeiro duma freguesia que adoptou o seu nome. Uma freguesia onde está implantado o Regimento de Guarnição 3. Um Regimento que tem acolhido e sido solidário pela população da Madeira nos momentos mais difíceis, não só no passado mas também nos tempos mais recentes, como no caso do aluvião de 20 de Março de 2010 e dos incêndios de 2015 e 2016. Foi em São Martinho (RG3) que as vítimas foram acolhidas.
Os militares de hoje representam, também, o poder militar que ao longo dos 600 anos da Madeira, defendeu esta Ilha da invasão de forças inimigas que queriam apoderar-se desta Ilha e da sua população.Esta homenagem está também relacionada com os Bombeiros, Protecção Civil, Forças Armadas(Exército, Marinha e Força Aérea), PSP, GNR, médicos, paramédicos, escuteiros, enfermeiros, Caritas, Cruz Vermelha, associações de caráter social e emigrantes madeirenses espalhados pelo mundo».
Aquela cerimónia coincide com o 83º. aniversário do lançamento e bênção da primeira pedra do Monumento aos Combatentes da Grande Guerra, realizado na Avenida do Mar em 11 de Novembro 1935, em frente ao Palácio de S. Lourenço –Funchal.
«Para que se concretize este projecto é necessário que todos colaborem, e assim, o monumento passará a ser um gesto histórico da nossa geração que entregará às gerações futuras, através do monumento a São Martinho, a grandeza de alma do povo madeirense» sublinha aquele sacerdote.
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