OCM inicia amanhã a sua temporada com concerto com Vitaly Samoshko no Teatro Municipal

foto de Kurt Van Strijthem

A Orquestra Clássica da Madeira inaugura a sua temporada artística amanhã, pelas 18 horas, com um concerto no Teatro Municipal Baltazar Dias.  Neste evento, a OCM apresenta como solista o pianista Vitaly Samoshko “que tem pisado os mais cobiçados palcos do mundo com destacadas orquestras”, refere o director artístico da orquestra madeirenses, Norberto Gomes. “Amplamente premiado, sendo de destacar o 1º prémio no prestigiado Queen Elizabeth International Music Competition, Vitaly Samoshko abraça neste momento uma intensa carreira internacional”, salienta.

O concerto será dirigido pelo maestro Jean-Marc Burfin, que pela segunda vez comanda a OCM.

Neste concerto, em formação pedagógica, participarão os formandos do Curso Profissional de Instrumentista, resultado de uma relação institucional entre a OCM e o CEPAM – Conservatório Escola das Artes da Madeira.

O programa inclui o Concerto para Piano e Orquestra nº 3 em Ré menor, Op. 30, de Sergei Rachmaninov, e, de Johannes Brahms, a Sinfonia nº 2 em Ré maior, Op. 73.

 Vitaly Samoshko, solista convidado

Artista multipremiado, Vitaly Samoshko é apresentado pela OCM como um dos maiores talentos no piano da actualidade. Participante em muitos festivais em todo o mundo, apresentou-se ao lado de orquestras e maestros de renome internacional, ensinando jovens talentos.

Vitaly Samoshko nasceu na cidade de Kharkiv, na Ucrânia, em 1973. Aos cinco anos, demonstrou tais capacidades musicais que recebeu uma admissão precoce na Escola de Música Especial de Kharkiv. Começou as aulas ao piano com o professor Leonid Margarius em 1985. Margarius tutorou Vitaly, inicialmente no Conservatório de Kharkiv (1991-1996), depois em Imola, Itália, na Accademia Pianistica “Incontri col Maestro”.

O talento de Vitaly atraiu a atenção da crítica quando foi distinguido no 2º Concurso F. Busoni de 1993, Concurso Internacional de Piano de Senigallia de 1996, Concurso Internacional de Piano de Montréal e A. Rubinstein Master Competition, em 1996. Em 1999, um primeiro prémio no Concurso Internacional de Música Rainha Elisabeth da Bélgica estabeleceu firmemente a sua crescente carreira musical e desenvolveu mundialmente a sua carreira a solo. Apresentou-se em mais de 25 países e em salas tais como o Zurich Tonhalle, o Théâtre du Châtelet em Paris, o Metropolitan Museum e o Steinway Hall em Nova Iorque, o Amsterdam Concertgebouw em Amsterdão, o Beethovenhalle em Bonn e o Salão Japonês Yokohama Minato Mirai, Okayama Symphony Hall, o Kyoto Concert Hall e o Teatro Gran Rex em Buenos Aires.

Samoshko tem participado em diversos festivais importantes, entre os quais o Klavier Festival Ruhr na Alemanha, o Festival de Montpellier e o Festival de Besançon na França, o Festival Música Romântica na Suíça, o Festival Internacional de Piano de Yokohama no Japão, o Savannah Onstage Festival nos Estados Unidos, o Festival Internacional de Lanaudière do Canadá, o Festival d’Echternach e o Festival Bourglinster no Luxemburgo, o Festival de Piano de Chopin na Polónia, bem como o Festival de Flandres, o Festival d’Aulne e o Festival de Wallonie na Bélgica.

Durante as suas muitas viagens musicais, teve a honra de se apresentar com orquestras de topo como a Filarmónica de Tóquio, a Nova Filarmónica do Japão, a Orquestra Sinfónica de Montreal, a Orquestra Filarmónica de Luxemburgo, a Orquestra Nacional da Bélgica, a Orquestra Filarmónica de Liège, a Symfonieorkest Vlaanderen, Orchester der Beethovenhalle, a Sinfonia de São Petersburgo e a Orquestra Nacional de Lille.

Embora jovem intérprete colaborou com alguns maestros destacados e aclamados, estabelecendo parcerias com nomes retumbantes como Charles Dutoit, Edvard Tchivzhel, Marc Soustrot, Gilbert Varga, Mendi Rodan, Georges Octors, Kazufumi Yamashita, David Shallon, Arthur Fagen, Otaka Tadaaki, Louis Langrée, Paul Daniel e David Angus.

O seu historial inclui várias transmissões gravadas para a Radio Suisse Romande em Genebra, Westdeutscher Rundfunk em Colónia, Klara e “Musique 3” em Bruxelas. Gravou com várias etiquetas e estações de TV.

Em 2001, Vitaly fez da Bélgica a sua segunda casa. A sua mudança fez a sua carreira prosperar. Em 2003, gravou um CD duplo com a nova etiqueta Lineair Art Transfer. A gravação apresenta obras de Schubert, Schumann, Scriabin e Prokofiev (LAT 2003-01). O seu segundo álbum, Piano Studies Scriabin (LAT 2005-02), foi prestigiosamente premiado como “Melhor CD internacional 2005” pela Classic Radio Klara (VRT). O terceiro CD, a versão de 2006 de “Les Etudes-Tableaux” de Rachmanoff (LAT 2006-03), completa um excelente tríptico. Regularmente convidado para master classes, uma nomeação em 2005 de professor no Conservatório de Ghent confirmou a apreciação académica pelo seu excelente percurso profissional. A partir de 2007, é membro de júris e conselheiro, em competições internacionais.

O mais recente da série de discos teve o seu lançamento em maio de 2009, de um DVD & CD (LAT 2009-04), contendo um magnum opus, o Concerto para piano e orquestra n.º3, Ré menor Op.30 de Sergei Rachmaninoff.

Gravação em concerto Vitaly Samoshko com o Symfonie.orkest.vlaanderen, dirigido por Jonas Alber. (Gravação ao vivo – De Blauwe Zaal, o Singel – Antuérpia, 30 de novembro de 2008).

No decurso desta jornada profissional extraordinária, Vitaly Samoshko tornou-se um notável solista. As suas performances têm demonstrando uma personalidade musical altamente desenvolvida, subtil e encantadora, destacando-se tanto em programas de concertos como em gravações. Graças às suas excelentes experiências, juntamente com as principais orquestras e maestros, Vitaly Samoshko considera a realização de performances ao lado deles não apenas como um privilégio, mas também momentos gloriosos de alegria.

O maestro 

Por seu turno, depois de ter concluído os seus estudos nos Conservatórios de Nancy, Metz, Estrasburgo e Reims (França) – em piano, música de câmara, harmonia, contraponto, análise e direção de orquestra – Jean-Marc Burfin entra no Conservatório Nacional Superior de Paris, onde obtém em 1987 o 1º Prémio de direção de orquestra por unanimidade do júri.

Durante as masterclasses que frequenta, é encorajado pelos seus mestres Franco Ferrara, Charles Bruck, Pierre Boulez e Vitaly Kataev.

Diplomado pela Academia de Verão do Mozarteum de Salzburgo em 1981//82/84, é convidado para dirigir a Orquestra M.I.T. de Boston ao lado de Lorin Maazel.

Seleccionado para participar no Seminário Internacional de Fontainebleau (França) em Julho de 1987, é notado por Leonard Bernstein que o convida para dirigir a Orquestra de Paris na Salle Pleyel na primeira parte do seu concerto.

Em 1990, o Ministério da Cultura atribui-lhe uma bolsa de estudo para aperfeiçoar os seus conhecimentos do repertório russo com Mariss Janssons. Tem aulas com Alexandre Dmitriev e frequenta a classe do lendário professor Ilya Musin no Conservatório  Rimsky-Korsakov em São-Petersburgo.

Em 1991, Jean-Marc Burfin é finalista laureado do prestigiado Concurso Internacional de Jovens Directores de Orquestra de Besançon (França) e vencedor do Prémio Especial da Orquestra da Rádio-Televisão de Moscovo, entregue pelo seu director e presidente do júri Vladimir Fedosseiev.

Dirigiu numerosas orquestras tanto em França (Orquestra Colonne, Orquestra Lamoureux, Orquestra des Pays de la Loire, Orquestra de Picardie, Orquestra Sinfónica de Bayonne, Orquestra de Caen, Orquestra de Poitou-Charentes…) como no estrangeiro (Alemanha, Espanha, Itália, Rússia, Portugal…).

Em 1992, gravou um CD na editora Naxos consagrado à obra de Vincent D’Indy. Na temporada 2003/2004 ocupou o cargo de Director Artístico da Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Jean-Marc Burfin dedica uma grande parte das suas atividades à Pedagogia. Desde 1992 assume a Direcção Artística e Musical da Orquestra Académica Metropolitana de Lisboa que atingiu um grau de excelência louvado pelo mundo musical português.

Professor reconhecido, Jean-Marc Burfin é um dos raros maestros a ensinar direcção de orquestra e formou toda uma geração de jovens diretores no âmbito do curso da Academia Nacional Superior de Orquestra de Lisboa. É também Professor de Mestrado em Direcção de Orquestra na Escola Superior de Música de Lisboa.