“Já foram cancelados doze voos, isto é uma vergonha, este Governo da República não acerta uma”, Miguel Albuquerque reage à operação da Binter

Binter Calado 1º voo 5-06-2018
Este momento que marca o início da operação da Binter na linha aérea para Porto Santo não fazia prever as críticas do Governo (na cerimónia representado pelo vice presidente Pedro Calado)  sobre a operação e o contrato.

O presidente do Governo Regional foi hoje contundente relativamente ao procedimento do Governo da República no contrato de concessão da linha aérea para o Porto Santo. “A situação é desastrosa porque penso que, mais uma vez, o Governo da República foi negligente, abriu o concurso muito tarde e neste momento penso que o ajuste direto acabou na quarta e quando acabou a própria companhia, sem o contrato na mão, mostrou-se relutante em voar”, disse Miguel Albuquerque.

O chefe do Executivo Madeirense lembrou que “Já foram cancelados doze voos, ninguém comunica nada a ninguém, o que é uma vergonha, já na quarta-feira enviámos uma carta ao ministro e até agora não houve resposta. É mais uma demonstração sobre a forma como este Governo trata a Madeira”.

Miguel Albuquerque diz que o Governo Regional desconhece os contornos do contrato, não obstante as tentativas par ser devidamente informado. “Ao que parece, o contrato ainda está no Tribunal de Contas. Ou seja, o concurso foi aberto tarde e a más horas, depois de ter sido prorrogado o prazo. Este ajuste direto acabou e ninguém fez nada, parece que a Madeira não existe, parece que não há cidadãos aqui a viver. E neste momento, há uma companhia a voar sem contrato. Já não basta a TAP para nos prejudicar? Este Governo, de facto, não acerta uma”.