
A estrutura regional do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores das áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS) anunciou temer que se esteja a iniciar uma tentativa de externalização dos exames complementares de diagnóstico, “à semelhança daquilo que é já prática corrente noutros meios complementares de diagnóstico e sobretudo nos tratamentos de reabilitação”.
A posição expressa por Roberto Silva, delegado sindical do STSS no SESARAM, E.P.E., refere-se a uma local publicada ontem no DN-Madeira, intitulada “Análises de sangue no SESARAM com novas regras”.
“Se é verdade que existem problemas na gestão dos utentes que diariamente se deslocam aos diversos centros de colheita, o que se verifica por exemplo, em tempos de espera prolongados ou repetidas deslocações, também é verdade que este era um serviço exemplar em termos de acessibilidade por parte dos utentes”, refere Roberto Silva.
O STSS acredita que uma limitação do número de colheitas cause listas de espera para a realização destes exames, até porque a média diária de utentes atendidos nos dois centros de colheita referidos supera os 100 utentes/dia em cada centro ou 200 utentes/dia nos 2 centros.
Do ponto de vista do STSS, o que se devia fazer era criar um planeamento estratégico que permitisse a introdução gradual de um sistema de programação das colheitas. Nomeadamente através da criação de ferramentas informáticas que permitissem ao médico prescritor fornecer todas as informações necessárias para o utente realizar a colheita e proceder ao agendamento da mesma. Deveria ser ainda disponibilizados aos utentes todo o material necessário para proceder, defende o Sindicato, à recolha de produtos biológicos como urina, fezes e outros no seu centro de saúde ou hospital, não obrigando o utente a deslocações desnecessárias ao seu centro de colheita. De referir que a origem dos utentes atendidos nos 2 postos de colheita referidos na noticia (Posto de colheitas do Bom Jesus e Laboratório de Patologia Clínica) é muito diversa como por exemplo, Hospital dos Marmeleiros, Centro de Saúde de Santo António e da Nazaré, entre outros.
A todo este planeamento não podem ser alheios os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) da área de Análises Clínicas, até porque são eles que estão directamente envolvidos em todo este processo através do contacto directo com os utentes e são eles que tem o conhecimento e experiência necessária para conduzir um processo como este.
Quanto à sobrecarga que os TSDT são alvo, “deve-se sobretudo a um número de técnicos limitado devido a uma incorrecta política de contratação por parte do SESARAM, que agora se reflecte em escassez de TSDT e que afecta não só as colheitas mas também o normal desenvolvimento do Serviço de Patologia Clínica, que, neste momento, já deveria proporcionar mais parâmetros analíticos realizados internamente e sem um recurso sistemático a laboratórios externos, com todos os custos que isso acarreta e em que muitas vezes o custo do transporte da amostra é superior ao preço do teste, aponta o comunicado sindical.
Por fim, o STSS vem lamentar o facto dos TSDT e restantes profissionais do Serviço de Patologia Clínica terem tomado conhecimento pela imprensa regional desta “alteração profunda ao funcionamento do serviço algo que, infelizmente, costuma ser prática corrente no SESARAM, E.P.E.”
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