Regulamento de táxis não protege os profissionais, diz o PSD

PSD deputados Assembleia Municipal
Fábio Bastos explica que o regulamento viabiliza o aumento do contingente, o que na opinião do PSD “prejudica os profissionais”.

O regulamento dos táxis no Funchal “permite claramente o aumento do contingente e não protege os profissionais do setor”. A posição é do PSD, que assim justifica o voto contra na Assembleia Municipal.

“Votamos contra o regulamento porque estamos ao lado dos profissionais de táxis, porque estes também são da opinião que, ao dia de hoje, não deverá haver um aumento do contingente de táxis no concelho do Funchal”, disse Fábio Bastos.

Sabendo que no concelho do Funchal tem um índice de táxis por cada mil habitantes de 4,19, quando a média nacional é de 1,30, o deputado social-democrata reiterou que o contingente de táxis é suficiente para suprir as necessidades da população residente e dos turistas. “Sabendo que o regulamento diz claramente que existe a possibilidade de aumentar esse contingente, e uma vez que o executivo da Coligação não quis fazer nenhuma alteração a esta medida, “o PSD só poderia ser contra este regulamento que não protege os profissionais de táxis”, explicou Fábio Bastos

No que respeita ao Contrato-Programa com a Empresa Sociohabita o PSD sublinhou, através do deputado municipal, ser favorável à habitação social, como o tem sido ao longo das últimas décadas. “Foi o PSD ao longo de 40 anos que construiu a habitação social que existe na nossa Cidade e nossa Região.”

No entanto questionou o aumento dos gastos com recursos humanos, que passaram de 964 mil euros em 2017 para 1,1 milhões de euros em 2018, o que significa um acréscimo de 150 mil euros em apenas um ano.

Tendo em conta que a CMF optou por ter um administrador único na Sociohabita que tem uma gestão autónoma, o mais lógico era que as despesas com o pessoal diminuíssem, uma vez que deixaram de existir outros cargos de direção. Mas aquilo que aconteceu foi precisamente o inverso, constatou.