“Violação” de Lisboa com “cúmplices” na Madeira, acusa Miguel Albuquerque em iniciativa partidária

PSD aLBUQUERQUE a
Miguel Albuquerque levou a São Martinho um discurso de unidade contra Lisboa e o que chamou de “cúmplices na Madeira”.

Foi para uma plateia partidária, em São Martinho, que Miguel Albuquerque, na qualidade de líder do PSD-Madeira, falou sobre a “violação grosseira” dos poderes autonómicos da Região “por parte do Governo de Lisboa com a anuência de cúmplices na Madeira”.

Albuquerque coloca o problema desta forma: “Por um lado temos o PSD, um Partido Autonomista, que defende os interesses dos madeirenses e porto-santenses acima de tudo em qualquer circunstância mesmo contra o seu próprio Partido; Por outro lado, temos uma oposição – que nunca mudou muito – que defende de Lisboa, a subordinação dos interesses da Madeira, num projeto de tomada de poder.” Um quadro que pretende reagir ao cenário que o PSD-M tem como mais relevante para 2019, a candidatura de Cafôfo no contexto de um Partido Socialista liderado por Emanuel Câmara.

Aos militantes, o líder social democrata madeirense deu relevo ao “cerco à Madeira levado a cabo pelo Governo das Esquerdas com o apoio dos seus aliados na Região”, elencando o que considerou como “várias situações vergonhosas” que se têm verificado, “nomeadamente o voto do Partido Socialista contra a revisão do subsídio de mobilidade aérea para os residentes na Região, os 30 milhões prometidos e que não chegaram à Região para apoiar as vítimas dos incêndios de 2016, e a nova Lei das Finanças Locais”.

Além do subsídio de mobilidade, que o PS “votou contra”, Albuquerque fala numa outra situação, que diz respeito à nova Lei das Finanças Locais. “Mais uma vez, uma violação grosseira dos poderes autonómicos, afetando receitas da Região a situações das autarquias loca e violando mais uma vez o Estatuto e a Constituição.”

O presidente do PSD-M exigiu, ainda, que a República “cumpra com a promessa de alocar os 30 milhões de euros para as vítimas dos incêndios. Mais uma promessa, um compromisso deste governo das esquerdas que não é cumprido”, constatou, criticando o silêncio dos “senhores” que estão na Região ao serviço do PS e de Lisboa. “Havia de ser bonito se um dia eles mandassem na Madeira. Seria pior do que no tempo da velha senhora”, rematou o presidente do PSD/M.