Hortas Urbanas Municipais ao abandono

Este é o atual estado de abandono das Hortas Urbanas Municipais, na Ajuda.

As Hortas Urbanas Municipais, na Ajuda, são neste momento um mau cartaz citadino. Dos cuidados aos desmazelo, foi este o percurso dos respetivos utilizadores, assim como de quem deve zelar por estes espaços públicos.

Quem acompanhou o lançamento deste projeto, das anteriores vereações autárquicas do Funchal, bem se lembram da aposta no verde e da prática agrícola dentro da cidade. E, como tudo o que começa, o entusiasmo foi grande e até mesmo a disputa pelas escassas parcelas. Na zona turística do Funchal, na Ajuda, também tudo ocupado por munícipes dispostos a ter o seu “jardim” na cidade. Anos depois, o estado é o que as imagens documentam, clamando, por isso, por uma intervenção urgente da tutela, a Câmara Municipal do Funchal.

Aliás, no site da CMF, foi noticiada a preocupação de dar formação aos utilizadores destas hortas urbanas, mas, considerando o que as imagens documentam, os frutos da formação dada a 20 de abril de 2018,  tardam em passar aos atos. Na formação calendarizada para abril passado, foi evidente a preocupação de formar: “Considerando as preocupações ambientais e o interesse em tornar o Funchal uma cidade mais sustentável e mais ecológica, a Câmara Municipal do Funchal através da Divisão de Jardins e Espaços Verdes Urbanos, do Departamento de Ciência e de Recursos Naturais, tem promovido a um ciclo de formações sobre boas práticas agrícolas e ambientais, destinadas preferencialmente aos utilizadores das hortas urbanas municipais do Funchal mas também à restante população com hortas privadas no concelho do Funchal”.

Mais de dois meses depois da formação, as Hortas da Ajuda apresentam um cenário desolador e impróprio também aos olhos do turistas aliciado a usufruir do emblemático verde e asseio da cidade. Tal como os leitores que alertaram o FN, urge que a CMF zele pela limpeza e produtividade destes espaços que sempre foram considerados uma mais-valia.

O passado recente das Hortas Urbanas, quando os seus utilizadores se esmeravam na sua rentabilização.