Bandeira da Autonomia agitada por todos os partidos no Dia da Região

Fotos Rui Marote.

A sessão solene comemorativa do Dia da Região e das Comunidades Madeirenses decorreu hoje no Centro Cultural e de Congressos do Porto Santo.

A sessão foi presidida pelo Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Tranquada Gomes.

Logo à tarde, a partir das 16 horas, haverá a Cerimónia de Imposição de Insígnias Honoríficas Madeirenses.

A descentralização das cerimónias prende-se com as comemorações dos 600 anos da descoberta da Madeira e do Porto Santo.

À ilha dourada acorreram as mais altas entidades civis, militares e religiosas. Tranquada Gomes, Miguel Albuquerque, Ireneu Barreto, secretários regionais, deputados (da Madeira e da República) e presidentes de Câmara foram alguns desses convidados.

Recentemente, a Diocese do Funchal também assinalou 500 anos da Diocese do Funchal -A Primeira Diocese Global: História, Cultura e Espiritualidade.

A 1 de Novembro deste ano é muito provável que o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa se associe, na Região, às comemorações dos 600 anos.

As Autoridades Regionais esperam também que o Dia de Portugal, a 10 de junho de 2019, seja na Madeira.

Intervenções do PSD, CDS, JPP, PS, CDU, BE e PTP

Bernardo Caldeira, do PSD.

Na intervenção da praxe, o deputado do PSD natural do Porto Santo, Bernardo Caldeira relevou as conquistas autonómicas mas lamentou que o centralismo de Lisboa continua. Do lado de cá, lembrou, há gente que vai continuar a lutar para nunca se vergar a Lisboa.

Segundo Bernardo Caldeira, o Governo da República age para com a Madeira com “chantagem” e a “agiotagem”.

Lopes da Fonseca CDS-PP.

Lopes da Fonseca, do CDS-PP lembrou o desemprego, as dificuldades por que passam os idosos e pediu o desagravamento da carga fiscal. Pediu que o Estado cumpra com o princípio da continuidade territorial, já no orçamento de Estado para 2019, consgrando verbas para a construção do novo hospital da Madeira.

Élvio Sousa, do JPP.

Por seu turno, Élvio Sousa, da JPP, falou de “uma nova canga fiscal” sobre as famílias e as empresas madeirenses. Por isso, reclamou a reposição do diferencial fiscal para que a Região tenha a capacidade de baixar impostos até 30%.

 

Vítor Freitas (PS).

O líder parlamentar do PS na Assembleia Regional, Victor Freitas lembrou as comunidades madeirenses espalhadas pelo mundo e falou em dificuldades que se mantém. “Saímos do ajustamento legal mas continuados com o ajustamento real”, disse.

Depois falou das ajudas do governo PS de Lisboa à Madeira e das dificuldades do sistema regional de Saúde.

Sílvia Vasconcelos (CDU).

Em nome da CDU, a deputada Sílvia Vasconcelos falou da dupla insularidade e das desigualdades estruturais que devem ser atenuadas em nome do princípio constitucional da continuidade territorial. “O Estado e a Região estão em dívida para com o Porto Santo”, disse.

Roberto Almada, do BE.

Roberto Almada, do Bloco de Esquerda (BE), lembrou as dificuldades dos emigrantes, sobretudo na Venezuela, e apelou à construção do Estado Social na Região em contraponto com “aqueles que tudo controlam”.

Raquel Coelho (PTP)

Por seu turno, a deputada do PTP, Raquel Coelho disse que, apesar implementação da Autonomia, houve sectores e madeirenses que ficaram para trás.

O deputado independente Gil Canha não foi ao Porto Santo.