Alunos com problemas em Geografia, em Educação Física e na interpretação, poucos sabem onde fica o Rio Mondego

Mondego
28% dos alunos sabem onde fica o Rio Mondego, mas 29% deixaram a resposta em branco e 42% responderam incorretamente”

Um relatório do Instituto de Avaliação Educativa sobre as Provas de Aferição do Ensino Básico, em 2016 e 2917, expressa um pouco o retrato que os poortugueses têm, na generalidade, ao nível dos conhecimentos dos alunos, pelo menos numa larga maioria, ou seja dificuldade ao nível da interpretação, da geografia e da atividade física.

O documento dá indicadores deveras preocupantes, que não sendo novos, deveria merecer uma intervenção, porque mantêm uma tónica grave no desconhecimento de matérias essenciais. De acordo com o que já foi divulgado em várias televisões e jornais nacionais, “quase metade dos alunos do segundo ciclo não conseguiram situar Portugal no mapa da Europa. Há dificuldade nas disciplinas como geografia, português ou matemática. No primeiro ciclo, metade das crianças apresenta graves dificuldade na Educação Física.

Olhando o relatório, disponível no site do Instituto, pode verificar-se que as conclusões apontam para o facto de apenas 28% dos alunos terem conseguido identificar o rio Mondego, “enquanto 29% deixaram a resposta em branco e 42% responderam incorretamente”. Pelo contrário, no subitem em que os alunos tiveram menos dificuldade, 62% identificaram corretamente o rio Tejo; no entanto, 10% não o conseguiram identificar como sendo um rio luso-espanhol; 15% deixaram a resposta em branco”.

Numa outra análise, é possível verificar que “alguns conhecimentos relativos à geografia de Portugal não estão consolidados. A utilização dos pontos cardeais e colaterais para descrever a localização relativa de um determinado lugar poderá ser objeto de maior consolidação em sala de aula: apenas 45% dos alunos conseguiram preencher corretamente os espaços, selecionando um dos pontos cardeais para localizar o continente europeu em relação ao continente asiático, o continente africano em relação ao continente europeu e Portugal continental em relação ao continente americano. Neste item, 55% dos alunos responderam incorretamente, sendo de salientar que 23% trocaram oeste com este. Os resultados foram ligeiramente melhores quando se tratou da utilização dos pontos colaterais: 55% dos alunos conseguiram localizar Portugal continental em relação ao continente europeu e o continente asiático em relação ao continente africano; 16% trocaram sudoeste com sudeste e noroeste com nordeste”, refere o relatório.

Em 2017, diz o documento, “a análise dos resultados por domínio cognitivo permite, também, identificar eventuais fragilidades na forma como os saberes foram mobilizados quando os itens solicitavam processos cognitivos mais complexos. Esta dimensão da informação na análise e reporte dos resultados possibilita um conhecimento mais focado nos processos de aprendizagem e, consequentemente, pode contribuir para a uma tomada de decisões mais fundamentadas quanto ao (re)desenho de estratégias de ensino, não só no plano individual, como, quando observável, em contexto de grupo turma”.