Nós, Cidadãos! questiona aspectos do funcionamento do novo hospital

O partido Nós, Cidadãos! veio apontar questões essenciais sobre o funcionamento do novo Hospital, para que não se cometam os mesmos erros do passado, Esta estrutura política considera essencial pensar o projecto do novo Hospital na perspectiva do seu funcionamento, não ficando apenas pelas preocupações e desafios associados à sua construção.

Aludindo aos constrangimentos actuais do Serviço Regional de Saúde, em particular do Hospital Dr. Nélio Mendonça, com carências várias, algumas resultantes do seu subfinanciamento e outras da dificuldade em atrair recursos humanos em determinadas especialidades, torna-se “evidente que o futuro novo Hospital (ou Hospital novo, como alguns preferem designá-lo), dada a sua dimensão, será ainda mais exigente em termos de recursos necessários ao seu funcionamento.

“Assim, no sentido de esclarecer o que está perspectivado e planeado para acautelar o funcionamento adequado do novo Hospital após a sua construção, o partido desafia o Governo Regional da Madeira a esclarecer os seguintes aspectos:

1º- Quanto custará anualmente o funcionamento/actividade do novo Hospital? Qual a diferença face aos custos actuais e como prevê o Governo Regional obter o remanescente para fazer face a essa despesa?
2º- Além dos actuais 4771 colaboradores do Serviço Regional de Saúde, contabilizados a 31 de Dezembro de 2017, entre os quais 422 médicos e 1686 enfermeiros, e tendo em conta que estes recursos humanos não se têm revelado suficientes para as actuais necessidades, o que está a ser perspectivado para colmatar estas carências (privações) no contexto das necessidades resultantes do novo Hospital, em particular para determinadas especialidades
médicas, como é o caso da Psiquiatria, Anestesiologia, Ortopedia, Neonatologia e Pediatria, que têm revelado menos profissionais disponíveis a integrar o serviço hospitalar?

3º- Existindo actualmente carências ao nível da manutenção dos equipamentos disponíveis nos serviços hospitalares, como perspectiva o Governo Regional fazer face às necessidades de manutenção dos equipamentos do novo Hospital, que serão sem dúvida em maior número e tecnologicamente mais avançados?

4º- Quais as perspectivas das condições proporcionadas pelo novo Hospital conseguirem diminuir substancialmente a lista de espera para consultas (35.285 a 31 de Dezembro de 2017) e cirurgias (18.699 a 31 de Dezembro de 2017), tendo em conta que as maiores limitações estão associadas à disponibilidade de recursos humanos, e à sua eficaz gestão, e não propriamente às condições físicas actualmente existentes?

Para o “Nós, Cidadãos!”, responder a estas questões pode significar a manutenção dos problemas crónicos que hoje afectam o Serviço Regional de Saúde – com profundas repercussões na vida de milhares de cidadãos – mesmo com a construção de um novo Hospital, não traduzindo este enorme investimento, que a Região e o País se preparam para fazer, na melhoria dos cuidados de saúde prestados à população madeirense e portossantense.