Hugo Nunes acusa GR de perder milhões da Saúde devido a “incompetência”

O deputado Hugo Nunes exige explicações imediatas à Secretária Regional da Saúde sobre o corte drástico de quase 29 milhões de euros nas verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) destinadas ao Serviço Regional de Saúde. O relatório oficial da reprogramação do PRR expõe uma realidade inaceitável: a perda de fundos europeus vitais que deveriam servir para construir e renovar centros de saúde, unidades de saúde mental e apoios à pediatria e aos cuidados continuados, afirma o deputado do CHEGA.

Para Hugo Nunes, este corte “não é uma simples questão técnica de burocracia, mas sim o resultado directo da incompetência de quem gere os destinos da saúde na nossa Região. É incompreensível como o Governo Regional permite que o número de projectos na saúde mental e na pediatria seja reduzido de 26 para 17, e que as intervenções nos centros de saúde caiam para metade. Enquanto as listas de espera aumentam e as famílias desesperam por cuidados dignos, o dinheiro que estava garantido escorrega por entre os dedos devido à incapacidade de execução dos governantes”.

O parlamentar recusa que este falhanço sirva para jogos políticos de conveniência ou para o branqueamento da hipocrisia dos partidos do sistema.” Quem governa tem de explicar ao povo quais foram os critérios para deitar a perder estas verbas. Se foi por falta de trabalho, por compadrio ou por prioridades trocadas que deixam os doentes mais vulneráveis para segundo plano. Os recursos públicos pertencem aos contribuintes e não podem ser geridos com base no amiguismo ou na negligência de quem se fecha nos gabinetes e recusa assumir responsabilidades”, refere o partido.

“A Madeira não pode continuar refém de uma gestão que falha sistematicamente no essencial e que prefere culpar terceiros a resolver os problemas reais das pessoas”. Hugo Nunes garante, ainda, que não vai vacilar na fiscalização deste processo e exige que a tutela da Saúde venha a público esclarecer, com total transparência e sem desculpas, como foi possível perder quase 30 milhões de euros que fazem tanta falta aos hospitais e aos utentes madeirenses.


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