Albuquerque diz que a Madeira precisa de internacionalizar a sua Economia

SERLIMA B
O investimento da unidade no Caniçal rondou os três milhões de euros.
Pescadores apoios
Em Câmara de Lobos, Miguel Albuquerque entregou um “envelope” de apoio aos pescadores.

O presidente do Governo Regional Miguel Albuquerque inaugurou hoje, na Zona Franca Industrial, uma nova unidade de lavandaria do Grupo Serlima. Um grupo que, disse, “tem uma matriz na Madeira, que se desenvolveu de forma consistente, hoje é de dimensão nacional e espero que em breve internacional. Fizeram um trabalho notável ao longo destes anos. É um caso de sucesso”.

O Chefe do Executivo referiu que “o Governo tem três perspetivas do sucesso. Uma é ficarmos satisfeitos com o sucesso dos outros. A segunda é histórica, a perspetiva do ressentimento, daqueles que querem destruir o sucesso alheio. Isso não faz parte. Depois, há a perspetiva do invejoso, com um sofrimento permanente, vendo no espelho o seu próprio falhanço”.

Albuquerque sublinha que o Governo quer que esta empresa “continue a pagar impostos, a empregar pessoas e a participar no processo de desenvolvimento da Região. O nosso trabalho está a ser feito com persistência, com as contas públicas em ordem, com uma redução da taxa de desemprego e com investimento público e privado, além do investimento estrangeiro. Temos que internacionalizar a nossa economia. E o nosso papel é acompanhar o desenvolvimento integral da Região e garantir uma sociedade coesa do ponto de vista social, com uma sociedade equilibrada”.

Este investimento está estimado em mais de três milhões de euros.

Também hoje, o presidente do Governo esteve em Câmara de Lobos, onde entregou apoios aos pescadores no âmbito do POSEI – Pescas, em cerimónia que decorreu no Museu da Imprensa.

A Comissão Europeia aprovou o Plano de Compensação dos custos suplementares suportados pelos operadores nas atividades de pesca, cultura, transformação e comercialização de certos produtos da pesca e da aquicultura da Região Autónoma da Madeira, em 15 de dezembro de 2015.

Este plano de compensação inclui o apoio aos tunídeos e peixe-espada preto, bem como a outras modalidades de escoamento dos produtos da pesca, com especial incidência para as espécies com menor procura e valor comercial, como é o caso dos pequenos pelágicos (cavala e chicharro). A apanha de lapas é também objeto de auxílio financeiro.

O envelope financeiro aprovado para esta medida atinge os 14,48 milhões de euros para os 7 anos de vigência do programa, correspondendo anualmente a 2.068.700 euros.