Rui Alves diz que o Nacional “tem muitas vidas”, pede estudo ao Governo e lembra que o clube “recebeu o primeiro subsídio nove meses depois da época começar”

Rui alves
Rui Alves responde com “silêncio” aos críticos de Costinha e praticamente garante a continuidade do treinador

O presidente do Nacional diz que sente “uma felicidade enorme”, concretizando “um sonho de um grande clube e de uma grande família”. Confessa que, nesta temporada, foi sempre um otimista, sempre acreditou na equipa “mesmo nos momentos menos bons”. As declarações foram colocadas no site do clube.

Mesmo em relação às dúvidas sobre o treinador Costinha, que a dado momento o clube sentiu junto aos adeptos, Rui Alves praticamente garante a continuidade do treinador, diz que não gosta de aproveitar os bons momentos para “mandar recados”, diz que “a injustiça praticada pelas pessoas acaba por fazer com que essas próprias pessoas analisem, enquanto pessoas com consciência que têm. Sabe, o silêncio é a melhor resposta num momento em que todos os nacionalistas devem partilhar a mesma alegria, mesmo os que criticaram “.

Sobre os grandes adversários, o presidente do Nacional enumera aqueles que, até ontem, estavam na corrida à liderança, e lembra que, de todas as equipas envolvidas na disputa do primeiro lugar, aquela que acaba por conseguir “é a que tem o orçamento menos, mas é assim a vida”.

Rui Alves tem, no seu “currículo” enquanto presidente, duas subidas. A outra, diz, foi mais difícil, mas esta teve mais candidatos, pelo menos sete. “Só um grande clube, uma grande família, conseguia subir na época seguinte à descida. Em Portugal, fruto da organização financeira, as descidas à II Liga são sempre dramáticas em termos financeiros, mas o Nacional tem muitas vidas e não cabíamos no caixão que nos fizeram”.

Sobre o apoio dos adeptos, considera que “há muito não sentíamos essa mobilização” e diz que “frente ao Arouca, o objetivo é a vitória”, até porque “nunca fomos campeões nacionais estou convencido que já vamos ser campeões contra o Arouca”.

Ao presidente do Governo Regional, quando a equipa  for recebida na segunda-feira, na Quinta Vigia, vai pedir um estudo sobre o impacto do desporto profissional na Economia da Região, agora que a Região volta a ter duas equipas, com as correspondentes transmissões televisivas. Rui Alves quer que esse estudo, através da Associação de Promoção ou da vice presidência, “legitime a recuperação de apoios anteriores. Gostava de saber qual o impacto do futebol profissional na economia da Madeira e espero que o presidente do Governo seja sensível.

O líder nacionalista reconhece que sem o apoio do Governo não é possível. Mas diz que se tratou de “uma época particularmente difícil, até porque o Nacional recebeu o primeiro subsídio em março, ou seja nove meses depois da época começar”.