Não se trata de alterar os limites dos ventos mas sim permitir que os existentes deixem de ser obrigatórios, defende o CDS/PP Madeira

Rui Barreto TAP
Rui Barreto já tinha afirmado a necessidade de concluir o relatório da ANAC.

Um comunicado do CDS/PP Madeira faz alusão ao encontro que Pedro Calado terá em Lisboa, na próxima sexta-feira, para abordar a questão dos limites dos ventos no Aeroporto Internacional da Madeira Cristiano Ronaldo, que nos últimos dias tem apresentado condicionalismos que afetam a vida dos madeirenses e dos milhares de visitantes que por esta altura da Festa da Flor visitam a Região.

Os centristas defendem que “nesta fase não se trata de alterar os limites, mas permitir que os níveis existentes deixem de ser obrigatórios – únicos a nível mundial – e passem a recomendáveis”. Consideram que as reuniões do vice presidente do Governo em Lisboa, anunciadas por Miguel Albuquerque, a que o FN fez alusão ontem, são fundamentais “mas aquilo que a ANA pode fazer já o fez. A solução para este problema é política e deve ser decidida pelo Governo de Lisboa. Agora o mais importante é bater à porta da geringonça e exigir que se mexam”.

O CDS/PP Madeira lembra que “antes da anunciada reunião do governante madeirense, uma delegação do Grupo Parlamentar do CDS-PP Madeira, composta por António Lopes da Fonseca e Rui Barreto, esteve reunida há já três semanas com o presidente da ANA, entidade que gere o aeroporto da Madeira.  Depois dessa reunião, Rui Barreto, em declarações no final do encontro, alertou para a necessidade imperiosa de concluir o estudo da ANAC de forma a perceber se era possível alterar os limites de vento que condicionam a operacionalidade do Aeroporto Internacional da Madeira Cristiano Ronaldo”.

Diz aquele partido que “tratando-se de uma empresa pública que o está a desenvolver, a decisão de concluir de forma célere o trabalho é política e da competência do Governo da República, sendo imperioso que Lisboa resolva depressa este problema. A situação do Aeroporto da Madeira está a transformar a vida dos residentes num inferno e está a estrangular a economia da Região, contribuindo decisivamente para que as companhias deixem de voar para cá e para que o destino se torne menos apelativo.”.

Recorda ainda o CDS/PP M que “o Aeroporto Cristiano Ronaldo tem limites de vento que datam da década de 1960 do século passado, quando a pista era mais pequena e os aviões não tinham os equipamentos que têm hoje. Paralelamente, é o único aeroporto do Mundo (?) com limites de vento obrigatórios e recomendados”.