“Não haverá limitações nem de viagens nem de horários de viagens”, esclarece Albuquerque

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Pedro Calado apresentou, em entrevista ao JM, um modelo de mobilidade que assentava em limitações, relativamente ao número de viagens e de horários para residentes. Albuquerque deixa claro: não haverá limites nem de viagens nem de horários, cabe à República assumir o princípio da continuidade territorial.

O presidente do Governo Regional reafirmou o que a vice presidência já tinha esclarecido, em comunicado, que a responsabilidade relativamente à continuidade territorial é do Governo da República, referindo-se à polémica verificada sobre o subsídio de mobilidade. As declarações de Pedro Calado ao JM ficam, assim, sem confirmação.

Tudo começou com uma entrevista de Pedro Calado ao JM, na qual, contendo declarações do vice presidente do Governo, eram avançados pormenores no que toca ao novo modelo de mobilidade, nomeadamente restrições de horários para viagens dos residentes e ainda o limite de viagens. O resultado foi uma onda de descontentamento, expressa nas redes sociais durante o período da Páscoa, a tal ponto que obrigou a vice presidência a esclarecer que, afinal, não há negócio fechado, sublinhando aquilo que, no fundo, é mais popular e a essência da questão, o pagamento dos 86 euros sem que o passageiro assuma o valor total da viagem.

A questão da continuidade territorial, que estava em causa no modelo anunciado por Pedro Calado ao JM, sendo um facto relevante para o Governo Regional, acabava por não se compaginar com as declarações proferidas e que foram, de imediato, criticadas por vários partidos, alegando que o modelo deveria, em primeiro lugar, ir à Assembleia Regional e não através de páginas de jornais. Uma questão que a vice presidência veio emendar, no comunicado, esclarecendo que o Parlamento será ouvido assim que o acordo estiver fechado.

Hoje, Miguel Albuquerque veio reforçar a posição do Governo Regional para evitar mais “estragos”, dizendo que “entendemos e sabemos que é um direito dos madeirenses e portosantenses circularem em território nacional,não é um luxo, é uma necessidade e só podem fazê-lo a preços acessíveis, e não aceitamos qualquer limitação a esse direito, nem de limitações de viagens, nem de horários nem de plafond financeiro. Não vale a pena sacudir a água do capote. O Governo Regional vai manter esta posição firme e cada força política poderá decidir o que fazer”.

Miguel Albuquerque afirma ainda que “o Governo Regional está à espera, há 760 dias, de uma coisa simples, que é os madeirenses e portosantenses não terem que adiantar verbas. “E o Governo nacional tem que cumprir isto. E não é problema porque o Governo da República já meteu nos Bancos 17 mil milhões de euros (12% do PIB) e está pronto para meter mais num Banco que apresentou prejuízo”.

Quando confrontado pelos jornalistas sobre as declarações de Pedro Calado e se esta posição do Governo Regional era em resposta a essas mesmas declarações, Miguel Albuquerque contornou a questão e disse que era uma reação “a notícias que vieram a público”.