“Mais Porto Santo” promete não desistir da auditoria externa às contas da Câmara

Castro auditoria
O vereador José António Castro faz críticas ao PSD e ao PS.

O Mais Porto Santo mostra-se “indignado o actual executivo da Câmara Municipal do Porto Santo (CMPS), pelo facto de ter decidido não avançar com uma auditoria externa às contas do município, que o movimento propôs a 24 de Outubro de 2017”.

Em nota enviada à comunicação social, aquele movimento liderado por José António Castro, lembra que “a CMPS resolveu assumir a auditoria e área financeira do município, que foi requerida pelo movimento Mais Porto Santo, solicitando um prazo de 90 dias para apuramento da situação financeira da autarquia, findo o qual seria decidido sobre a presente situação. Ainda que não totalmente satisfeitos, concordámos com o pedido mas, uma vez que foi ultrapassado o prazo previsto, apresentámos, no final do mês de Fevereiro, em nova reunião de câmara, um requerimento no sentido de que se avançasse com a auditoria, que infelizmente, tivemos agora conhecimento, não irá acontecer”, lamenta o vereador.

E mais: “Diz a CMPS que não foram apurados, até ao momento, sublinhamos esta parte, até ao momento, indícios de situações irregulares que possam constituir ilícitos ou desvirtuamento que fundamentem a necessidade de ser requerida uma auditoria externa, considerando também não existir benefício na contratação de uma auditoria externa, porque o encerramento e prestação de contas do exercício de 2017 está em fase de execução. Ora, perante esta posição, não podemos calar a nossa revolta, pois contraria os gravíssimos problemas financeiros que impedem dar melhores e condignas condições de vida aos porto-santenses. De que tem medo o PSD, que governa os destinos da nossa câmara? Que sejam descobertas as formas de contratações públicas por valores exorbitantes, situações que vêm dos anteriores executivos? Qual é o receio de transmitir a verdade aos porto-santenses?”, questiona o Vereador do Mais Porto Santo, dando como exemplo a “dívida a fornecedores desde 2006 do actual cemitério e canil/gatil no valor de cerca de 700 mil, bem como dívidas à Farrobo, Tecnovia, Avelino Correia & Filhos que ronda um milhão e meio de euros”, realçando que o acesso à Igreja de São Pedro, na ordem dos 400 mil euros continua por liquidar, fora os juros, que continuam por resolver”.

Apesar desta contrariedade, o líder do movimento Mais Porto Santo promete não desistir da auditoria externa. “Fizemos essa promessa à população e não vamos desistir. Precisamos, todos, de saber qual é o verdadeiro passivo do município, depois de três anos sem contas consolidadas, resultado da danosa gestão socialista, bem como apurar o que está para trás, durante os mandatos do PSD. Bem sabemos que é muito embaraçoso e incomodativo lembrar que a CMPS ultrapassou mais de 16 vezes o seu limite de endividamento em 2011, ano em que ocultou dívidas de mais quatro milhões de euros, concluiu o Tribunal de Contas, que se recusou, inclusive, a homologar as contas de gerência relativas a esse ano, devido às irregularidades detectadas. Mas não podemos ceder, porque o município está desprovido de receitas, não é possível ajudar quem mais precisa, e é urgente apurar responsabilidades e os responsáveis”, explica José António Castro, que à medida que se vai inteirando da dolosa situação financeira da edilidade fica “cada vez mais preocupado e receoso”.

“A Câmara Municipal do Porto Santo vive em asfixia financeira e não percebemos porque insistem o PSD e o PS assobiar para o lado. E ainda dizem que o bloco central não funciona. Está mais do que visto que apurar responsabilidades não interessa a estes dois partidos. Só lhes interessa cruxificar alguns, para disfarçar incompetências”, vinca José António Castro