Ferry, padre Giselo, Marcelo, miras e disputa Cafôfo/Albuquerque dominam a sátira à moda do Trapalhão

Sem pudor, o Trapalhão é assim…

Fotos Rui Marote

A sátira saiu à rua, pela mão do cortejo de carnaval Trapalhão. Marcelo e as suas impagáveis selfies, o polémico caso padre Giselo e as beatas do Monte, os ventos cruzados e os voos desviados no aeroporto Cristiano Ronaldo, o ferry prometido e sempre adiado, os indios que desceram à cidade e a corrida eleitoral Cafôfo Albuquerque e demais cavalheiros da política e da igreja na Madeira formaram o enredo do Trapalhão 2018.

Como Albuquerque e Calado, há outros…

A partir da Avenida Francisco Sá Carneiro, os foliões entraram no desfile como quem entra em casa, dispostos a tudo, a chocar com os adereços e os slogans, como é da praxe neste desfile. A rua era a “passadeira” dos foliões e a sátira foi a pimenta da festa, como aliás é habitual.

Que dizer das freiras solitárias?

O FN registou, este ano, o reviver de alguma originalidade no desfile, mas, ainda, assim, a ser aperfeiçoada nos próximos anos.

Naturalmente que num cortejo Trapalhão, é difícil manter a ordem, porque a folia toma conta das matrafonas e de todos os amigos da folia. Ainda assim, o cortejo cumpriu a função de levar o povo ao disfarce e a mostrar o seu lado satírico.

 

Uma união nada convencional.

Na assistência, o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, foi confrontado com “clones” no defile. É carnaval e ninguém leva a mal. Outras réplicas sucederam-se, de Cafôfo a Calado, do Bispo do Funchal a Marcelo Rebelo de Sousa. Ninguém escapa à comédia dos foliões.

A união do trono e do altar, credo!

Outras figuras públicas foram visadas no cortejo e a festa tomou conta da Praça do Povo, onde os foliões depois descansaram da folia.

Os índios tomaram conta da baixa do Funchal.
Tão amigos que nós somos…

Cafôfo e Albuquerque satirizados naquele aperto de mãos para a fotografia, numa união impossível. É a população a mostrar que está atenta à novela política regional que muita tinta tem feito correr.

Ambrósio, apetece-me algo…
O retorno dos venezuelanos à Madeira e as dores de cabeça do Governo para encontrar alojamento, na rua dos miras…

 

Todos à espera do ferry, mais ignorado que inaugurado pelo governo.
Marcelo, danado para as selfies e para os afetos.