Estepilha! Cafôfo na corda bamba…

Ilustração de José Alves.

Quando o prof.º Paulo Cafôfo dava aulas no Campanário e noutras paragens da Madeira, o Estepilha assistia a processos de inquérito e julgamentos a envolver figuras públicas da Madeira Nova.  Sim, era negra a água que envolvia certas figuras  politicamente sérias e inimputáveis, apenas com o estatuto de arguidos. E tudo terminava a contento de todos, afinal tudo bons rapazes. Uma ou duas detenções, dos menos hábeis, muitas penas suspensas e muitos, muitos processos arquivados.

Neste momento, sem novidade nenhuma, eis que a justiça, para mostrar algum serviço após ter entrado tardiamente em cena, dá o estatuto de arguido a Paulo Cafôfo, Idalina e jardineiro do sítio. Os de antes, que também pediram uma justiça rigorosa, agora a jogar na equipa de Cafôfo, calam-se na mira do carreirismo, como se nunca tivessem andado na política e neste jogo. Os oponentes de Cafôfo querem ver até onde vai a justiça num Estado de Direito legislado por eles, preparado para segurar os infratores até que as provas doam.

O Estepilha já viu este e outros filmes. Só as vítimas dos mortos é que fazem a travessia do deserto e dispensam as palavras de solidariedade dos políticos. Até trânsito em julgado, a justiça dá muita volta e os políticos também. Só para as vítimas mortais é que não haverá volta a dar. O resto, é mais do mesmo. Entretanto, o Estepilha recomenda: aguardem pelo filme da justiça.