“Gambiarras” com lâmpadas minúsculas enfeitam ribeiras do Funchal

Fotos: Luís Rocha e Rui Marote

Sinceramente, cansa estar sempre a criticar. Mas as imagens são elucidativas. Depois da pequena odisseia que acompanhou a realização, a tempo, das iluminações de Natal, inclusive com ordens presidenciais para se trabalhar dia e noite, é com uma tristeza subtil que contemplamos as imensas estruturas de betão das nossas “reformadas” ribeiras funchalenses.

Fazemo-lo só para constatar que, em contraste com o ciclópico e, dizem alguns, inútil “travejamento” que as atravessa longitudinalmente, as iluminações ali colocadas afiguram-se-nos de uma miséria franciscana. De facto, pensamos até que já colocámos na nossa árvore de Natal lâmpadas maiores.

E são estes penduricalhos de gambiarras de trazer por casa, aquilo que aproveitamos para enfeitar os cursos de água que atravessam a urbe, agora despidos das saudosas bungavílias? Com tanto betão para suportar hipotéticas iluminações, é este paupérrimo quadro que se nos oferece? Suspiro.

Na ribeira de Santa Luzia, além disto, podemos contemplar uns magníficos cartazes a travar o percurso do olhar. Um, do Governo, exalta a segurança. O outro, de um partido político, exorta à luta pelos direitos. Será que alguém sequer se dará ao trabalho de os retirar antes da quadra natalícia?


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