“Mais Porto Santo” defende taxa turística sobre dormidas mas só no inverno de 2018

Castro 1º dia de campanha A
Durante a campanha, José António Castro já tinha defendido uma taxa turística.

O movimento de cidadãos Mais Porto Santo vai defender amanhã, na reunião de Câmara, a introdução da Taxa Municipal Turística sobre Dormidas, “como forma de gerar mais receitas para o concelho, que devem ser canalizadas na íntegra para reforçar o apoio à ação social”, refere em conunicado.

José António Castro, líder e vereador eleito pelo movimento afirma ter consciência “dos graves problemas financeiros existentes na Câmara Municipal do Porto Santo, que decorrem de gestões danosas e da falta de entendimento entre os partidos do Bloco Central, que apenas prejudicaram e tornaram a vida dos porto-santenses ainda mais difícil. Porque ao longo deste último mês, desde que assumimos o nosso mandato, confirmámos que não há verbas suficientes para acudir a nossa população e fazer face às necessidades, vamos propor a criação de uma taxa turística no nosso concelho, garantindo que as receitas resultantes deste desafio sirvam para apoiar quem mais precisa”, defende José António Castro, Vereador no município”.

Considerando que “a taxa de dormida é um modelo em prática em toda a Europa, com sucessos assinaláveis, ainda que com preâmbulos diferentes”, o líder do movimento de cidadãos, que elegeu um vereador nas últimas eleições autárquicas, assinala que na aplicação da referida taxa é preciso ter em conta a sazonalidade do Porto Santo, daí que defenda dois valores por dormida.

“Porque a sazonalidade turística, entre a oferta e procura, é uma realidade à qual não podemos ficar indiferentes, ainda que se possam dar passos no sentido de se esbater este eterno problema no Porto Santo, numa primeira fase vamos propor a introdução de duas taxas, no valor de 50 cêntimos (0,50€) no Inverno, entre Novembro e Março, até ao valor máximo de dois euros e meio (2,5€) por estadia, e de um euro (1€) no período de Verão, entre Abril e Outubro, até ao valor máximo de cinco euros (5€) por estadia”, explica José António Castro, apontando que a taxa deve ser aplicável a todas as tipologias de alojamento turístico, sejam hotéis, pensões, pousadas, estalagens, aldeamentos turísticos, apartamentos turísticos, parque de campismo e, eventualmente, de caravanismo, isentando apenas as crianças e jovens com idade igual ou inferior a 16 anos.

José António Castro vinca ainda que a Taxa Municipal Turística sobre Dormidas só deverá entrar em vigor no Inverno de 2018 (Novembro), para não prejudicar os empresários do sector, dando-lhes tempo para se adaptar a uma nova realidade. “O nosso objetivo não é prejudicar ninguém, muito menos hoteleiros que têm contribuído para o fomento do emprego e para o crescimento económico da Ilha. É apenas uma medida que visa defender quem mais precisa e que pouco tem merecido da Câmara Municipal do Porto Santo nestes últimos anos”, aclarou o Vereador.