Saúde cria na Região novos modelos de prescrição de exames de diagnóstico para controlar despesismo e evitar fraudes

A tutela da Saúde já fez chegar a todos os agentes do setor a circular com a informação dos novos modelos de prescrição de MCDT.

A Secretaria Regional da Saúde, através do IASAUDE, remeteu uma circular aos médicos e entidades prestadoras de saúde, públicas e privadas, a anunciar que as regras mudaram e que há novos modelos de requisição de Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT) para entrar obrigatoriamente em vigor a 1 de dezembro deste ano, nos setores público e privado.

Nas entrelinhas desta mudança, pode ler-se a intenção do Governo Regional de controlar aquela que é uma das áreas mais despesista do orçamento da saúde, nomeadamente a prescrição dos exames efetuados no setor privado e com comparticipação pública garantida. Segundo o Funchal Notícias apurou, está implícito também o objetivo de diminuir a potencial fraude, colher informações mais precisas do utente, conhecer o perfil do médico prescritor e quantificar mais facilmente os diferentes exames.

Novo modelo com regras diferentes para o médico que o prescreve e tem de preencher, bem como o registo mais completo dos utentes.

Mas não só. Ao tornar mais complexo todo o processo de prescrição destes exames, é igualmente clara a intenção de diminuir o número de exames totais habitualmente solicitados, numa lógica de poupança de recursos do SRS.

Segundo as novas regras, os modelos já estão disponíveis e poderão ser solicitados ao IASAUDE. Em alternativa ao modelo tradicional pré-impresso (manual), a prescrição poderá ser feita de forma impressa, mas com o cumprimento de regras estritas e definidas, tendo mesmo sido elaborado um manual com a explicação do correto preenchimento dos respetivos modelos.

Outro dado importante é o de que o modelo pré-impresso (ou manual) será fornecido exclusivamente pelo IASAUDE, mediante pagamento de um preço a ser afixado pela tutela, a SRS.