Técnicos de diagnóstico e terapêutica fazem greve e manifestam-se em Lisboa e também no Funchal

Arrancou hoje uma greve por tempo indeterminado dos Técnicos Superiores das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (TSDTs). O momento chave do dia foi uma manifestação em Lisboa, em frente ao Ministério da Saúde, ao princípio da tarde. Na manifestação o sindicato apresentou um manifesto pelas carreiras, pelos doentes e pelo Serviço Nacional de Saúde, entregue ao Ministro da Saúde e à comunicação social. Neste e deste “MANIFESTO” consta uma denúncia sobre as “iniquidades” que se abateram sobre os TSDTs, os serviços em que os mesmos trabalham e os seus doentes. À mesma hora, realizou-se uma manifestação no Funchal, em frente ao hospital Dr. Nélio Mendonça.

Os sindicatos exigem ao Governo que cumpra os compromissos assumidos e a lei. Queixam-se dos “autismo”, do poder político.

 

Os TSDTs são constituídos por 19 profissões e abrangem áreas como as análises clínicas, a radiologia, a fisioterapia, a farmácia, a cardiopneumologia, entre muitas outras, num total de cerca de 10 mil profissionais em exercício nos serviços públicos de saúde. Esta greve afectará assim praticamente todos os serviços de saúde, com especial incidência nos blocos operatórios, altas e internamentos hospitalares, diagnósticos diferenciados em todas as áreas de intervenção clínica, planos terapêuticos em curso, distribuição de medicamentos, prevenção em saúde, etc.

Segundo esclareceram as estruturas sindicais na RAM, a adesão destes profissionais na Região situou-se em níveis elevados, de cerca de 85 por cento em certos serviços; noutros, a greve terá sido total. Porém, os serviços mínimos estão a ser assegurados.