Afinal, qual é o parentesco de Alberto I com Alberto II do Mónaco? Uma baralhada, Estepilha…

Desde há alguns dias que a confusão das entidades oficiais em torno do parentesco do príncipe Alberto I com o actual soberano do Mónaco, Alberto II, soma e segue. Começou por ser referido por responsáveis da Câmara Municipal do Funchal que o soberano oceanógrafo, contemporâneo do nosso igualmente oceanógrafo rei D. Carlos, era tetravô do actual príncipe. Afirmação que induziu em erro a comunicação social, o FN incluído.

Enquanto alguns nos alertavam nas redes sociais para a dúvida: não se tratará, isso sim, do bisavô?, e o FN, após consulta a fontes, fazia as alterações que nos pareceram necessárias, a verdade é que hoje, na cerimónia realizada na rotunda do Lido, voltámos a ser invadidos pela confusão; enquanto autarcas se referiam nos discursos oficiais ao “tetravô”, secretários de Estado e presidentes do Governo falavam em “trisavô”, e o representante do FN (cuja francofonia não é o seu forte) ouvia o actual príncipe falar em “mon trisaïeul”, o que, no dicionário francês-português online, numa rápida consulta, se traduz por “bisavô”.

Quem somos nós para questionar os entendidos, ainda por cima quando repetimos, acéfalos, um erro por eles pronunciado? Mas seria de esperar que na altura da cerimónia, os nossos lídimos representantes já se tivessem entendido, quanto ao parentesco. Até porque o discurso do príncipe foi traduzido na ocasião, de Francês para Português.

Mas está bem, Alberto I era antepassado de Alberto II, pronto!