PSD-CDS “vive de fachada” sem resolver os problemas dos funchalenses, diz o PS

O vereador do PS na Câmara Municipal do Funchal votou, hoje, contra o relatório da prestação de contas de 2025 da autarquia, acusando o executivo PSD/CDS de pouco ou nada ter feito para resolver os principais problemas que a cidade atravessa.

Rui Caetano entende que as contas do ano passado reflectem uma gestão “profundamente ineficaz e desligada das necessidades reais da população”.

Como adianta, o executivo PSD/CDS, responsável por estas contas foi aos bolsos dos funchalenses buscar mais de 56 milhões de euros em impostos directos e mais de 28 milhões de euros em taxas e multas, o que corresponde a um aumento de 12 milhões de euros em relação ao ano anterior.

A isso acrescem mais de 12 milhões de euros provenientes da taxa turística, mas, ainda assim, o socialista lamenta que não tenha existido capacidade política de concretizar investimento estrutural para a cidade, nem para melhorar a qualidade de vida dos residentes.

“Este relatório prova que o executivo PSD/CDS viveu de fachada e de fogo de vista, recorrendo a muita propaganda e a inúmeras promessas, mas apresentando um resultado nulo na resolução dos grandes problemas da cidade”, critica.

A título de exemplo, Rui Caetano aponta que o trânsito permanece “um caos absoluto, sem que tenham sido apresentadas soluções para a mobilidade, nem concretizada a construção de estacionamentos fundamentais”.

No tocante à habitação, o vereador considera que “o fracasso é evidente”, uma vez que apenas foram construídas 33 habitações que já estavam planeadas e preparadas com financiamento pelo executivo anterior, da Coligação Confiança. Como refere, apesar da falta de habitação pública, o executivo PSD/CDS desperdiçou mais de 23 milhões de euros de verbas do IHRU destinadas a este sector, não foram encontradas soluções para a sobrelotação das habitações, nem se procedeu à reabilitação do bairro de Santa Maria ou à resolução do problema do bairro do Canto do Muro III, conforme havia sido prometido.

Por outro lado, o socialista critica o sucessivo adiamento dos planos de pormenor de reabilitação urbana do Carmo, do Ornelas e da Encarnação, o que evidencia uma falta de interesse pelo planeamento da cidade. Além disso, acusa o executivo de ser responsável pela destruição de património histórico insubstituível, como demonstram as demolições da Quinta da Fé e da Quinta das Tangerinas.

A tudo isto, acresce a “total incapacidade em regularizar ou fiscalizar o alojamento local”, o que tem resultado numa sobrecarga e desorganização que prejudicam a cidade, e ainda a falta de soluções para o crescente problema da insegurança urbana.


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